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Como identificar sinais de gamofobia no parceiro e quando se preocupar
O acompanhamento de psicólogos e o apoio de pessoas próximas são essenciais para lidar com a gamofobia
atualizado
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A gamofobia é medo intenso de casamento e vínculos sérios. Embora muitas vezes passe despercebida, a condição pode transformar relações promissoras em territórios de tensão e incerteza. Segundo a psicóloga Cibele Santos, existem alguns sinais que indicam que seu parceiro pode estar enfrentando esse desafio.
Sinais de gamofobia
- Evasão de conversas sobre o futuro: toda vez que você toca no assunto de compromisso, ele(a) muda de assunto ou fica claramente desconfortável.
- Desinteresse em compromissos sérios: comentários frequentes sobre preferir relacionamentos casuais ou desdém em relação ao casamento.
- Insegurança em relações: um histórico de relacionamentos tumultuados pode intensificar o medo.
- Medo de rotina: evitar rituais de compromisso, como morar juntos ou até mesmo definir datas para encontros significativos.
“Se você perceber esses sinais, a comunicação aberta é fundamental. Pergunte como seu parceiro se sente em relação a relacionamentos sérios e veja como a conversa flui. O apoio emocional pode ser um primeiro passo importante”, afirma a profissional ao Metrópoles.
Causas da gamofobia
De acordo com Cibele Santos, a gamofobia pode ser resultado de várias experiências e fatores. Entre eles, traumas passados aliados com relacionamentos anteriores cheios de dor, como traições ou separações traumáticas.
Crescer em um ambiente onde o amor e os relacionamentos são retratados negativamente também pode criar uma associação entre compromisso e sofrimento, assim como medos da perda de liberdade.
“A ideia de se comprometer pode causar ansiedades sobre a perda de independência e liberdade pessoal. Além disso, a pressão interna para ter um relacionamento perfeito pode fazer com que a pessoa evite qualquer forma de compromisso, por medo de não atender às expectativas”, diz a psicóloga.
Cibele ressalta que compreender essas causas é o primeiro passo para ajudar o parceiro (ou a si mesmo) a lidar com esse medo. “Conversar com um psicólogo pode ser fundamental para superar essas barreiras.”












