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Camisinha texturizada e fina no SUS: médico explica relevância da ação
O Sistema Único de Saúde passa a distribuir camisinha texturizada e fina, aumentando as variações do preservativo para incentivar o uso
atualizado
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Além de continuar fornecendo o modelo tradicional de camisinha, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição gratuita de novas versões do preservativo masculino: a texturizada e a fina. Entre os objetivos da ação estão estimular a adesão ao contraceptivo, principalmente entre os jovens, e reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Apesar de existirem diversas formas de prevenção, médicos alertam que a camisinha é uma das mais importantes pelo fácil acesso e baixo custo. “A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população”, anunciou o ministério.
Os novos modelos têm a mesma eficácia de proteção do tradicional. Até então, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecia dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex; e a interna, de látex ou borracha nitrílica.
A expectativa é que 400 milhões de unidades dos novos preservativos sejam distribuídas ainda este ano.
Eles estão disponíveis para retirada nas UBSs de forma gratuita, sem exigência de documento de identificação ou restrição de quantidade.
A mudança surge após pesquisas revelarem que os jovens estão dizendo não à camisinha. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) , entre pessoas com 18 anos ou mais que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes, e 59% dos entrevistados relataram não usar nenhuma vez.
O uso da camisinha em todas as relações sexuais, no entanto, é, conforme especialistas, o método mais eficaz para a proteção contra o HIV e outras ISTs.
Em entrevista anterior à coluna Pouca Vergonha, o infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, aponta que o uso de camisinha e de outros preservativos são medidas importantes para diminuir o risco de transmissão de HIV e outras infecções. “Muitas pessoas fazem o prep para HIV e acham que o preservativo não é mais necessário, mas existem outras doenças sexualmente transmissíveis.”
O médico ressalta ainda sobre o fácil acesso e baixo custo do método e de sua eficácia como contracepção para quem quer evitar a gravidez.










