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3 vezes que Bridgerton quebrou tabus com cenas e debate sobre sexo
A quarta temporada da série Bridgerton estreia nesta quinta-feira (29/1), na Netflix; veja momentos em que a série falou de sexo
atualizado
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Desde sua estreia, Bridgerton se destacou não apenas pelos figurinos exuberantes e pelo romance de época, mas também pela forma pioneira e direta com que aborda o sexo. A quarta temporada da produção estreia nesta quinta-feira (29/1), na Netflix. Ambientada na alta sociedade londrina do século 19, a produção rompe com a idealização pudica comum às narrativas históricas e coloca o desejo feminino no centro da trama.
Um dos pontos mais inovadores é a maneira como a série trata o sexo como descoberta, prazer e aprendizado, especialmente para as mulheres. A jornada de personagens como Daphne, da primeira temporada, evidencia o silêncio e a desinformação impostos às jovens da época, ao mesmo tempo em que transforma o despertar sexual de uma mulher prestes a se casar que começa a conhecer o próprio corpo sozinha e, depois, acompanhada.

Na segunda temporada, a história de Anthony e Kate aposta menos em cenas explícitas e mais em tensão sexual, desejo contido e erotismo. Olhares prolongados, proximidade física e diálogos carregados de subtexto substituem o sexo gráfico da primeira temporada.

Essa escolha mostrou que a série também sabe tratar o desejo de forma sofisticada, explorando o prazer da espera e a construção do anseio — um erotismo que nasce da repressão e do conflito emocional.
Já a terceira temporada avança ainda mais ao colocar no centro uma protagonista feminina fora dos padrões tradicionais de sedução. A trajetória de Penelope e Colin aborda o sexo a partir da autoaceitação, da insegurança e da descoberta do próprio desejo, rompendo com a ideia de que apenas corpos idealizados vivem histórias eróticas.

Para a quarta temporada, a expectativa é que Bridgerton siga aprofundando sua abordagem madura e diversa do sexo, agora com uma vibe ainda mais emocional e identitária.
