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Paulo Cappelli

Wassef se junta a Bolsonaro e Cid na lista de indiciados da PF

Advogado de Bolsonaro complicou sua situação ao tentar isentar o ex-presidente pelo “resgate” de Rolex vendido nos EUA

, Repórter de Paulo Cappelli16/08/2023 12:16, atualizado 16/08/2023 12:28
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Bolsonaro Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro na Solenidade no Palácio do Planalto

O advogado Frederick Wassef se juntou a Bolsonaro e Mauro Cid na lista de suspeitos que deverão ser indiciados pela Polícia Federal (PF) no caso da venda de joias e presentes do ex-presidente.

Assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Wassef pode ser intimado a depor a qualquer momento. A quebra do sigilo bancário do advogado, no Brasil e nos EUA, também é iminente.

As declarações de Wassef, feitas na terça-feira (15/8), não foram bem recebidas pela PF. A tentativa de isentar o ex-presidente pelo “resgate” do Rolex vendido ilegalmente nos EUA serviu apenas para complicar ainda mais a situação de Wassef.

Wassef disse que usou dinheiro vivo para reaver o relógio, mas não explicou a mando de quem. Afirmou que esse ponto será esclarecido “no momento oportuno”.

Diante do volume de informações já obtidas pela investigação, porém, a PF acredita que não será difícil rastrear o dinheiro. Mesmo assim, Wassef será questionado, durante o depoimento, sobre a origem do dinheiro.

O advogado de Bolsonaro viajou aos EUA para resgatar o Rolex depois da determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a devolução do relógio e de outros itens recebidos pelo ex-presidente. Na época, a assessoria de Bolsonaro não revelou que os presentes haviam sido vendidos no exterior.

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