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Paulo Cappelli

Confira o momento em que investigado no INSS dribla CPMI com iPhone.

Vídeo mostra investigado Igor Delecrode reiniciando o celular após ordem da CPMI do INSS, o que impediu a extração de dados armazenados

03/03/2026 12:43, atualizado 03/03/2026 14:49
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografos
Durante a sessão da CPMI do INSS, o celular do depoente Igor Dias Delecrode foi recolhido pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, e encaminhado à Polícia Legislativa do Senado Metropoles 4

O registro em vídeo da sessão da CPMI do INSS mostra o momento exato em que o empresário Igor Dias Delecrode, suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão ao criar um programa para fraudar biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, desliga e reinicia o iPhone instantes antes de entregá-lo às autoridades, logo após a aprovação da ordem de apreensão pelo colegiado.

Durante a reunião, o relator Alfredo Gaspar (União Brasil) apresentou o pedido de recolhimento do aparelho e acesso aos dados. Após a aprovação do requerimento em votação simbólica, quando não há registro nominal dos votantes, o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos), determinou que o depoente entregasse o celular.

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Delecrode entregou celular "morto" à CPMI do INSS
Delecrode é suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS
Exato momento em que empresário suspeito desabilita celular durante CPMI do INSS
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Exato momento em que empresário suspeito desabilita celular durante CPMI do INSS

Acervo/ Coluna Paulo Cappelli
Delecrode entregou celular "morto" à CPMI do INSS
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Delecrode entregou celular "morto" à CPMI do INSS

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Delecrode é suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS
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Delecrode é suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Nas imagens, é possível ver Delecrode pressionando os botões laterais do aparelho e deslizando o dedo pela tela, procedimento utilizado para desligar iPhones mais recentes.

Quando o dispositivo chegou às mãos das autoridades, já não era possível acessar o conteúdo armazenado. Um relatório da Polícia Civil do Distrito Federal aponta que o empresário desligou e reiniciou o telefone, o que impediu a extração de dados sem a senha de desbloqueio.

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No laudo, os peritos registraram que “não foi possível extrair os dados da memória interna desse dispositivo, sendo, portanto, necessário o fornecimento da senha de desbloqueio”. Segundo o documento, a reinicialização ocorreu por volta das 19h37 do dia 10 de novembro de 2025.

A perícia concluiu haver “plena coerência” entre as imagens da sessão, os registros internos do aparelho e o bloqueio identificado na análise técnica. Para a polícia, a sequência indica que o próprio usuário realizou o procedimento antes da entrega, impedindo o acesso dos investigadores ao material.