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Paulo Cappelli

Simone Tebet: a consequência do vaivém da postulante a ministra

A consequência do intenso vaivém de uma indecisa Simone Tebet nas negociações com Lula e o PT para assumir um ministério no governo Lula

Paulo Cappelli27/12/2022 07:00, atualizado 27/12/2022 07:33
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Agência Brasil
Simone Tebet: a consequência do vaivém da postulante a ministra

Simone Tebet mantém comportamento volátil nas tratativas para assumir um ministério no governo Lula. Num primeiro momento, afirmou ao PT que só seria ministra se assumisse o Desenvolvimento Social. A pasta ficou com o petista Wellington Dias. Tebet permaneceu na mesa de negociações.

Num segundo momento, Lula acenou com o Ministério do Planejamento. Como a coluna antecipou sexta-feira (23/12), a pasta passou a ser mais provável para o destino de Simone Tebet em caso de participação no governo. Na ocasião, contudo, ela alegou que sua linha econômica, mais liberal, poderia contrastar com a de Fernando Haddad, futuro ministro da Fazenda. Argumentou ainda que a pasta não tinha a “ação política” que almeja.

Depois, Tebet se movimentou para assumir o Ministério do Meio Ambiente. Diante de uma irredutível Marina Silva, que se negou a abrir mão da pasta, ficou a ver navios.

Agora, Tebet volta a flertar com o Planejamento. Contudo, ela pede, entre outros fatores, a inclusão do Banco do Brasil e da Caixa Econômica sob seu guarda-chuva. O PT resiste a tirar os bancos do guarda-chuva do Ministério da Fazenda.

Resumo da história: há irritação de Simone Tebet com o tratamento que lhe tem sido dispensado pelo PT. Mas o vaivém da postulante a ministra também tem tirado a paciência de petistas.

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