
Paulo CappelliColunas

Senadores pedem à PF reforço na segurança de André Mendonça
Senadores Magno Malta e Eduardo Girão pedem à PF análise de reforço na proteção do magistrado, relator do caso Master no STF
atualizado
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Os senadores Magno Malta (PL) e Eduardo Girão (Novo) solicitaram à Polícia Federal a avaliação de medidas adicionais de segurança para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.
Em ofício enviado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, os parlamentares afirmam que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero indicam a existência de uma estrutura criminosa complexa, com elevado poder econômico, atuação organizada e capacidade de monitoramento e intimidação.
No documento, os senadores registram preocupação com a integridade física do ministro André Mendonça “diante da dimensão do esquema investigado”.
Segundo eles, o cenário recomenda “cautela e a eventual adoção de reforço na proteção” para assegurar o pleno exercício da função jurisdicional.
Ao final, solicitam que a direção da Polícia Federal avalie o pedido e, se necessário, implemente providências dentro de suas atribuições.
Ex-capanga de Vorcaro é encontrado morto
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4/3) em mais uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, contra irregularidades na instituição financeira. A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça após a descoberta de que Vorcaro planejava ordenar ataques físicos a pessoas que avalia que poderiam prejudicá-lo.
Ex-capanga de Vorcaro, Luiz Philippe Mourão, que também foi alvo da operação, morreu na noite desta quarta-feira. A Polícia Federal afirma que ele tirou a própria vida dentro da cela onde estava preso, na Superintendência da PF em Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contaram com o apoio do Banco Central (BC).
As ordens de afastamento tiveram como alvo dois servidores do BC: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana. Ambos estavam afastados das funções pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.





