Senado justifica pedido de destruição de provas em celular
Pedido do Senado ao ministro Alexandre de Moraes se refere a documentos e informações que possam incriminar parlamentares não investigados

O Senado justificou o pedido feito por sua assessoria jurídica para destruição de conteúdo do celular de Marcos do Val, apreendido em junho de 2023. De acordo com a nota, o pedido se refere a elementos que possam incriminar outros senadores e pretende “zelar pela observância das prerrogativas parlamentares”.
O pedido foi feito em novembro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito que investiga os atos do 8 de Janeiro. Moraes é relator do caso e do inquérito que apura se Do Val mentiu ao alegar, em depoimento à Polícia Federal (PF), ter sido coagido por Jair Bolsonaro para participar de um plano de golpe de Estado.
“Que sejam imediatamente inutilizados ou destruídos todos os documentos e as informações que tenham relação com senadores da República que não constem do rol de investigados nos autos do Inquérito nº 4.923 e da Pet nº 10.975 deste Supremo Tribunal Federal, a fim de serem preservadas as imunidades parlamentares constantes do art. 53 da Constituição, bem como o rol de liberdades fundamentais dessas autoridades”, diz a petição assinada pelo advogado-geral do Senado, Thomaz Henrique Gomma de Azevedo.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasEm resposta, Moraes determinou que a Mesa Diretora do Senado “justifique sua legitimidade para se habilitar nos autos” do inquérito contra Do Val.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Senado alega que não teve acesso ao material apreendido. Na operação, a PF reteve os celulares pessoal e funcional do senador e um pen drive, que poderiam conter informações incriminadoras contra outros parlamentares. Na petição enviada a Moraes, o Senado pediu também a devolução do celular funcional de Do Val.
Leia a íntegra da nota do Senado abaixo:
“O Senado Federal esclarece que não teve acesso ao conteúdo do material apreendido, não sendo possível qualquer afirmação sobre a existência de eventuais ‘dados comprometedores’. A Mesa, por intermédio da Advocacia do Senado, apresentou pedido de restituição dos bens de propriedade do Senado Federal e de destruição de eventuais elementos probatórios relacionados a outros senadores não investigados, em atenção ao seu dever de zelar pela observância das prerrogativas parlamentares, asseguradas pela Constituição Federal, que garante aos senadores a inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, e o sigilo da fonte, considerando as conversas em dispositivos eletrônicos como invioláveis nesse contexto”.










