Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Paulo Cappelli

Sanção a Moraes é analisada por 4 pastas do governo Trump

Quatro departamentos do governo dos Estados Unidos estão debruçados sobre o texto que prevê sanções ao ministro Alexandre de Moraes (STF)

Repórter de Paulo Cappelli15/04/2025 05:00, atualizado 15/04/2025 06:45
Compartilhar notícia
Anna Moneymaker/Getty Images e Igo Estrela/Metrópoles
Donald Trump e Alexandre de Moraes, em montagem -- Metrópoles

Conselheiro de Donald Trump, Jason Miller se juntou a Elon Musk nas críticas recentes ao ministro Alexandre de Moraes (STF). Miller afirmou, no último domingo (13/4), que o magistrado é a “maior ameaça à democracia no hemisfério ocidental”. As sanções a Moraes estudadas pela Casa Branca, contudo, caminham aos poucos. Isso porque o texto é analisado por quatro departamentos dentro do próprio governo dos Estados Unidos.

Por se tratar de uma questão diplomática, a secretaria de Estado [Department of State], comandada por Marco Rubio, precisa emitir seu parecer. Quando senador, Rubio afirmou que o bloqueio da rede social X por Moraes era uma “manobra para minar as liberdades básicas no Brasil”.

Sanção a Moraes é analisada por 4 pastas do governo Trump - destaque galeria
5 imagens
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
Deputada do partido de Trump criticou Moraes e apresentou projeto de lei
Marco Rubio comanda o Departamento de Estado dos EUA sob governo Trump
Donald Trump e Elon Musk, crítico de Moraes
Conselheiro de Trump, Miller é crítico de Alexandre de Moraes
1 de 5

Conselheiro de Trump, Miller é crítico de Alexandre de Moraes

Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
2 de 5

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

Reprodução
Deputada do partido de Trump criticou Moraes e apresentou projeto de lei
3 de 5

Deputada do partido de Trump criticou Moraes e apresentou projeto de lei

Reprodução
Marco Rubio comanda o Departamento de Estado dos EUA sob governo Trump
4 de 5

Marco Rubio comanda o Departamento de Estado dos EUA sob governo Trump

Reprodução
Donald Trump e Elon Musk, crítico de Moraes
5 de 5

Donald Trump e Elon Musk, crítico de Moraes

Reprodução

Chefiado pelo coronel Mike Waltz, o Conselho de Segurança Nacional [Department of Homeland Security] também opinará sobre o tema. Waltz é crítico da China e tem restrições a governos que mantêm proximidade com o país, como o brasileiro.

Como a sanção a Moraes envolveria bloqueio financeiro ao ministro, o departamento do Tesouro dos Estados Unidos [Department of the Treasury] tem sido consultado. O Conselho da Casa Branca [White House Counsel], responsável por aconselhar juridicamente o presidente dos EUA, completa a lista dos departamentos envolvidos.

Só após cada área emitir seu parecer, seja dando o aval, pedindo ajustes ou refutando o texto, o conteúdo chegará às mãos de Donald Trump, já com a posição de cada órgão. Caberá unicamente ao presidente dos Estados Unidos dar a palavra final sobre o assunto.

Recentemente, em busca de mais informações, integrantes da Casa Branca entraram em contato com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro e com o jornalista Paulo Figueiredo para fazer perguntas sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes.

Em março, Lindbergh Farias (PT) chegou a pedir a apreensão do passaporte de Eduardo, sob o argumento de que o parlamentar conspirava contra o país. A solicitação foi negada pelo STF.

Musk x Moraes

As críticas de Jason Miller, que foi porta-voz da campanha de Trump, somam-se às de Elon Musk, que comanda o Departamento de Eficiência Governamental da Casa Branca.

Em fevereiro, o homem mais rico do mundo, que é dono do X, chegou a perguntar a internautas se Alexandre de Moraes “possui bens” nos Estados Unidos.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Envie informações e sugestões à coluna pelo WhatsApp: (61) 99364-9292.