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Paulo Cappelli

PT teme que Lira paute pedido de impeachment de Lula

Após aumento da tensão, integrantes do PT citam dois motivos ao expor temor de que Arthur Lira paute pedido de impeachment contra Lula

19/04/2024 01:00, atualizado 19/04/2024 21:17
IGO ESTRELA/Metropoles @igoestrela
PT Lira Lula

O PT teme que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, paute o pedido de impeachment de Lula. O receio é tema de conversas reservadas de petistas que atuam na articulação política do Congresso.

São dois os fatores que deixam o PT em posição de alerta. Primeiro, o aumento da tensão entre o governo Lula e Lira ocorrido nos últimos dias. E, segundo, o fato de o Planalto ainda não ter construído uma base sólida na Câmara.

Caso Lira decida partir para o confronto, poderá desengavetar um dos 19 pedidos de impeachment de Lula já protocolados na Casa. O último, encabeçado por Carla Zambelli, reuniu 140 assinaturas.

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Deputada Carla Zambelli (PL-SP)
Lira subiu o tom contra Padilha (à direita na foto) nos últimos dias
Lula e Lira: relação entre governo e presidente da Câmara se deteriorou nos últimos dias
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Lula e Lira: relação entre governo e presidente da Câmara se deteriorou nos últimos dias

IGO ESTRELA/Metropoles @igoestrela
Deputada Carla Zambelli (PL-SP)
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Deputada Carla Zambelli (PL-SP)

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Lira subiu o tom contra Padilha (à direita na foto) nos últimos dias
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Lira subiu o tom contra Padilha (à direita na foto) nos últimos dias

Igo Estrela/Metrópoles

A avaliação dos petistas mais ressabiados, é que, ao menos por ora, Lira não partirá para uma ofensiva tão bruta. Mas não se sabe o dia de amanhã.

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Lira deixará o comando da Câmara em fevereiro de 2025. E, quanto mais próximo de deixar o cargo,  mais tende a se irritar com pleitos não atendidos junto ao governo.

Pedidos de impeachment

O atual presidente da Casa e o ex Eduardo Cunha, que instaurou o impeachment de Dilma, guardam ao menos uma característica em comum: o temperamento explosivo.

Até o momento, já foram protocolados 19 pedidos de impeachment do presidente Lula. Os motivos são variados. Vão desde a reunião com o ditador venezuelano Nicolás Maduro no Brasil até declarações contra Israel em meio à guerra com o grupo terrorista Hamas.

“O que está acontecendo em Gaza não aconteceu em nenhum outro momento histórico, só quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula, no trecho mais contundente da crítica a Israel.