Paulo Cappelli

PT recua em tentativa de manter descontos associativos no INSS

Alvo de críticas, iniciativa do PT e partidos da base de Lula foi retirada antes da votação; projeto proíbe descontos em benefícios do INSS

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
INSS
1 de 1 INSS - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em emenda apresentada ao Projeto de Lei nº 1.546/2024, em trâmite na Câmara, PT, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e PV tentaram manter a possibilidade de descontos associativos em benefícios do INSS. O recuo aconteceu antes da votação, por iniciativa dos partidos.

Os descontos são alvo de investigação da Polícia Federal (PF), que apura suposta fraude no valor de R$ 6,3 bilhões em transações indevidas e que resultaram na abertura da CPMI do INSS. O projeto de lei, de autoria do deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB) e relatado pelo deputado Danilo Forte (União-CE), prevê a proibição desses descontos.

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Líder da federal PT-PCdoB-PV, Renildo Calheiros assinava alteração em lei que proíbe descontos associativos no INSS
Talíria Petrone (PSol) é líder da federação PSol-Rede
A proposta foi apresentada pelo líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), que afirma que os medicamentos são importantes no tratamento da obesidade, mas atualmente possuem preços muito elevados
Lindbergh Farias (PT)
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Lindbergh Farias (PT)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Líder da federal PT-PCdoB-PV, Renildo Calheiros assinava alteração em lei que proíbe descontos associativos no INSS
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Líder da federal PT-PCdoB-PV, Renildo Calheiros assinava alteração em lei que proíbe descontos associativos no INSS

Assessoria
Talíria Petrone (PSol) é líder da federação PSol-Rede
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Talíria Petrone (PSol) é líder da federação PSol-Rede

Agência Câmara
A proposta foi apresentada pelo líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), que afirma que os medicamentos são importantes no tratamento da obesidade, mas atualmente possuem preços muito elevados
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A proposta foi apresentada pelo líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), que afirma que os medicamentos são importantes no tratamento da obesidade, mas atualmente possuem preços muito elevados

Assessoria

Na emenda, os partidos da base de Lula incluíam trecho no artigo 1º do projeto para determinar que a proibição se daria apenas nos descontos “em desacordo com o estabelecido nesta Lei”. Outra alteração, no artigo 115, previa dispositivos para comprovar a veracidade da autorização do desconto por parte do beneficiário, como assinatura eletrônica e cadastro biométrico.

“A autorização de desconto de mensalidade associativa em benefício previdenciário de que trata o inciso V do art. 115 ocorrerá após a celebração de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da entidade com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e utilizará os meios tecnológicos disponibilizados pelo Instituto para comprovação da manifestação individual do segurado, nos termos do regulamento, formalizada por meio de assinatura eletrônica avançada e biometria do titular do benefício; e comprovação documental expressa de filiação e da autorização de desconto”, diz a emenda.

A iniciativa, retirada antes da votação, era assinada pelos líderes dos partidos na Câmara: Renildo Calheiros (PCdoB-PE), líder da federação PT-PCdoB-PV; Mário Heringer (PDT-MG), líder do PDT; Talíria Petrone (PSOL-RJ), líder da federação PSOL-Rede; e Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT.

“Hoje, o sistema de biometria, desenvolvido pela Dataprev, permite ao INSS assegurar que o desconto corresponde à vontade do segurado. A presente proposição modifica a legislação para aumentar o nível de proteção do segurado e instrumentalizar o poder público de mecanismos para coibir fraudes e recuperar os valores envolvidos”, argumentavam os líderes governistas.

Reação

A emenda provocou reação de partidos da oposição, como o PSDB. Em nota assinada pelo presidente tucano, Marconi Perillo, pelo presidente do Instituto Teotônio Vilela, deputado Aécio Neves, e pelo líder do PSDB na Câmara, Adolfo Viana, o partido alegou que os governistas estariam se colocando “a favor de um sistema que historicamente abriu espaço para abusos”.

Leia a íntegra da nota do PSDB:

“O PSDB repudia a iniciativa da federação PT-PCdoB-PV, apoiada por partidos aliados, que chegou a apresentar, na última semana, destaque para manter a possibilidade de descontos de mensalidades associativas diretamente nos benefícios do INSS, no âmbito da tramitação do Projeto de Lei nº 1.546/2024, relatado pelo deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).

Esse projeto estabelece a proibição desses descontos, medida necessária diante das inúmeras fraudes já identificadas contra aposentados e pensionistas. Trata-se de uma proteção essencial a quem depende integralmente de sua renda mensal.

Ao apresentar destaque para tentar restabelecer essa prática, o PT e seus parceiros se colocaram contra o interesse dos beneficiários da Previdência e a favor de um sistema que historicamente abriu espaço para abusos.

O PSDB reafirma sua posição firme na defesa dos aposentados e pensionistas, na transparência e na responsabilidade com os recursos públicos.”

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