metropoles.com
Paulo Cappelli

Câmara cobra Lewandowski por filho advogar para empresa ligada ao PCC

Comissão de Segurança da Câmara vai convocar Lewandowski para prestar esclarecimentos; requerimento questiona “compatibilidade ética”

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ex-ministro Ricardo Lewandowski
1 de 1 O ex-ministro Ricardo Lewandowski - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara vai convocar Ricardo Lewandowski para prestar esclarecimentos sobre o fato de Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, advogar para uma empresa acusada de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Com maioria formada por integrantes da oposição, o colegiado deverá aprovar o requerimento de convocação na próxima sessão ordinária.

Enrique Lewandowski é um dos advogados da Terra Nova Trading, investigada pela Polícia Federal (PF) no esquema de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro do PCC a partir de postos de combustíveis e fintechs. De acordo com a PF, a empresa foi instrumentalizada para gerar créditos tributários falsos, inflar preços em transações internas e lavar dinheiro do crime organizado.

Câmara cobra Lewandowski por filho advogar para empresa ligada ao PCC - destaque galeria
3 imagens
Capitão Alberto Neto cobra convocação de Ricardo Lewandowski
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski
Filho de Lewandowski, Enrique Lewandowski é advogado de empresa investigada pela PF
1 de 3

Filho de Lewandowski, Enrique Lewandowski é advogado de empresa investigada pela PF

Reprodução / Redes sociais
Capitão Alberto Neto cobra convocação de Ricardo Lewandowski
2 de 3

Capitão Alberto Neto cobra convocação de Ricardo Lewandowski

Agência Câmara
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski
3 de 3

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O requerimento é assinado pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). Ele argumenta que a relação do advogado, cujo escritório também foi citado nas investigações sobre fraudes ao INSS, com a empresa “suscita sérias dúvidas sobre a compatibilidade ética e moral da permanência do ministro à frente da pasta responsável pelo combate ao crime organizado e pela condução da política nacional de segurança pública”.

“Essa situação gera um conflito ético de enormes proporções e coloca sob suspeita a própria autoridade do Ministério da Justiça na condução das políticas de combate ao crime organizado. É inadmissível que a pasta responsável por coordenar as forças policiais, supervisionar investigações e definir estratégias nacionais de segurança esteja associada, ainda que de forma indireta, a agentes e empresas investigadas por envolvimento em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento de facções criminosas”, diz o parlamentar.

Por tratar-se de uma convocação — e não de um convite —, Lewandowski não poderá se recusar a comparecer à comissão. A audiência pública com o ministro será marcada após a aprovação do requerimento e notificação ao Ministério da Justiça, a partir da disponibilidade de agenda de Lewandowski.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?