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Paulo Cappelli

PRFs são expulsos da corporação por cobrarem propina em 140 celulares

Três agentes da PRF perderam os cargos depois de cobrar propina para liberar ônibus de turismo que levava contrabando para o Rio de Janeiro

06/12/2023 05:30, atualizado 06/12/2023 17:41
Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida de agente da PRF suspeito de receber celular como propina

Três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) perderam os cargos após receberem propina para liberar suspeitos de contrabandear 140 celulares. Frederico dos Santos Otoni, Roberto Marques de Souza e Mateus Sarmet Moreira de Barros Salomão (foto de destaque) haviam descoberto o contrabando em um ônibus, durante uma fiscalização na BR-101 em Campos dos Goytacazes, região norte do Rio de Janeiro.

Durante uma abordagem a um ônibus de turismo, os agentes encontraram os aparelhos irregulares. O que seria uma prisão em flagrante se tornou uma tentativa de extorsão. O trio pediu aos detidos a quantia de R$ 2 mil, além de todos os 140 celulares encontrados na bagagem.

PRFs são expulsos da corporação por cobrarem propina em 140 celulares - destaque galeria
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Mateus Sarmet Salomão é um dos ex-agentes da PRF acusados de receber celulares como propina
Celulares eram parte da propina entregue a agentes da PRF que perderam os cargos
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Celulares eram parte da propina entregue a agentes da PRF que perderam os cargos

Mateus Sarmet Salomão é um dos ex-agentes da PRF acusados de receber celulares como propina
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Mateus Sarmet Salomão é um dos ex-agentes da PRF acusados de receber celulares como propina

Reprodução

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os três agentes da PRF também não declararam o total de mercadorias apreendidas durante outras fiscalizações a carros, motos e caminhões. O fato levantou suspeitas de que eles dividiram entre si parte das apreensões feitas durante as abordagens.

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A perda dos cargos, determinada pelo atual ministro da Justiça, Flávio Dino, cumpre a sentença do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A decisão extingue o vínculo jurídico-administrativo dos três agentes com a PRF.

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Otoni, Marques e Salomão já estavam afastados das funções desde novembro de 2012, dois meses depois de serem flagrados cobrando a propina. Eles foram demitidos da PRF em 2016, no governo Michel Temer, pelo então ministro da Justiça Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Otoni, Marques e Salomão ainda aguardam sentença em uma ação civil por improbidade administrativa no TRF-2, cujos autos estão prontos para julgamento desde setembro deste ano.