Paulo Cappelli

Popcorn: deputado revela momento em que Bolsonaro decidiu falar inglês

Deputado mineiro traduziu a frase dita em inglês por Bolsonaro durante ato pela anistia na Avenida Paulista: “Rompeu a bolha”

atualizado

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Cristiano Caporezzo discurso inglês
1 de 1 Cristiano Caporezzo discurso inglês - Foto: Reprodução

Deputado estadual por Minas Gerais, Cristiano Caporezzo (PL) contou à coluna como surgiu a ideia do discurso em inglês feito por Jair Bolsonaro durante a manifestação pela anistia dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, no último domingo (6/4). Em entrevista, Caporezzo relatou que ele próprio foi o responsável por traduzir a frase dita por Bolsonaro, a pedido do ex-presidente. Para o parlamentar, os memes na internet fizeram com que a mensagem “rompesse a bolha”.

“Estava com o presidente Bolsonaro e com o governador Tarcísio [de Freitas, de São Paulo], lá no Palácio dos Bandeirantes, e o presidente estava muito indignado com essa questão de um pipoqueiro e um sorveteiro serem presos por golpe de Estado. Um completo absurdo, né? Ele falou: ‘Pô, tinha que falar isso em inglês pro mundo’. Olhou pra mim e disse: ‘Escreve pra mim em inglês aí, Caporezzo’”, narrou o deputado mineiro.

“Sentei do lado dele e escrevi. A letra está aqui, ó. A letra é minha: ‘Popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’état in Brazil’. Inclusive, eu escrevi ‘coup d’état’ abrasileirado, né? Para facilitar a pronúncia. É a expressão em francês para golpe de Estado, né? Nos Estados Unidos, eles usam ‘coup d’état’ mesmo sendo em francês, porque é a expressão que melhor representa isso”, explicou Caporezzo.

Para Caporezzo, o trecho em inglês fez com que o discurso ganhasse maior repercussão, tornando-se “um dos mais acessados da história”.

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Deputado Cristiano Caporezzo diz que memes ajudaram a popularizar discurso de Bolsonaro na Paulista
Deputado Cristiano Caporezzo
Jair Bolsonaro discursa em inglês durante ato na Paulista
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“Ele [Bolsonaro] falou em português: ‘Você consegue escrever isso em inglês pra mim?’. Eu fui, escrevi e virou meme. Explodiu no Brasil inteiro e, o mais importante, esse discurso já é um dos mais acessados de toda a história. Inclusive, todas as outras falas, os demais discursos realizados por causa dessa manifestação, tiveram recorde de acesso em decorrência do meme da fala em inglês do presidente Bolsonaro. Ou seja, rompeu a bolha”, afirmou.

Caporezzo avalia que Bolsonaro tem consciência de que os memes ajudaram a popularizar o discurso. O deputado, no entanto, não especificou quais ferramentas foram usadas para medir a quantidade de acessos às falas do ex-presidente durante a manifestação.

“Com certeza ele mesmo sabe disso, que foi esse meme que fez com que todos os discursos dessa manifestação batessem recordes de acesso. Então, a ideia de falar em inglês foi fantástica. Ele já falou que está abrindo a escola Joel Santana de inglês, que terá o Joel Santana como patrono. E o mais importante em qualquer linguagem é a comunicação, e o presidente Bolsonaro mostrou que é um grande comunicador. Temos diversas plataformas para observar isso. Até agora, desde que o Lula voltou ao local do crime, tivemos cinco grandes manifestações. Dentre elas, a que teve maior quantidade de acessos foi esta. Qual o motivo? O discurso em inglês”, observou.

Críticas

À coluna Caporezzo criticou as sentenças proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra os acusados pelos atos radicais de 8 de Janeiro e as decisões do ministro Alexandre de Moraes contra o X, por descumprimento das ordens judiciais de bloqueio de perfis na plataforma.

“O que eu quero realmente reforçar é que é totalmente lamentável o que estamos vendo hoje em relação a esses perseguidos políticos. Um pipoqueiro e um sorveteiro serem tidos como aplicadores de golpe de Estado é algo que ridiculariza, diante do mundo, essa ação absurda perpetrada pelo ministro Alexandre de Moraes”, disse o deputado.

“Essa é a força das redes sociais — redes sociais que o ministro Alexandre de Moraes afirmou que, se Joseph Goebbels, o chefe da propaganda nazista de Adolf Hitler, estivesse vivo, com certeza, por meio do Twitter, do X, dominaria o mundo. Acho interessante essa afirmação do ministro Alexandre de Moraes. Primeiro, porque ele deveria ser um aplicador da lei, e não um comentarista. Os papéis dentro da República precisam estar mais bem definidos. Ministro do STF não tem que ser comentarista de fato político. Isso é um grande desrespeito com a população brasileira”, criticou.

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