
Paulo CappelliColunas

Saiba quem é o segundo preso por estupro coletivo em Copacabana
Jogador de 19 anos atuava em competições oficiais no Rio e se apresentou à polícia após ser indiciado por estupro coletivo em Copacabana
atualizado
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Um dos indiciados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, é jogador de futebol e atuava em competições oficiais no estado. Ele foi identificado pela investigação conduzida pela 12ª DP (Copacabana) e se apresentou na 10ª DP (Botafogo) na tarde desta terça-feira (3/3), segundo informações da Polícia Civil.
João Gabriel jogava pelo Serrano Football Club (Serrano-RJ) e já disputou competições organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com súmula do Campeonato Estadual B1 Sub-20 de 2025, ele integrou o elenco do Serrano na partida contra o Paduano, em 30 de julho de 2025, no CT Tigres, em Duque de Caxias. Na ocasião, atuou como titular, vestindo a camisa 9.
Antes de defender o Serrano, o atleta também passou pelo S.C. Humaitá, conforme registro da Liga Niteroiense de Desportos. No perfil da entidade, ele aparece vinculado ao clube e inscrito na Copa Niterói de Futebol Sub-20/2025. Segundo dados disponíveis, participou de ao menos seis partidas entre fevereiro e março de 2025, enfrentando equipes como A.D. Leões do Brasil, Rio Athletic, Grande Rio F.C., Maricaense A.C. e Niterói F.C.
O Serrano informou, em nota, que o atleta está afastado e com o contrato suspenso. “Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação”, afirmou.
As investigações apontam que o crime teria ocorrido em janeiro deste ano. De acordo com a Polícia Civil, a adolescente recebeu mensagem de um colega de escola convidando-a para ir ao apartamento de um amigo. Ao chegar ao prédio, ele teria insinuado que fariam “algo diferente”, o que foi recusado. No imóvel, a vítima foi levada a um quarto e teria ficado trancada com quatro homens, que insistiam para que mantivesse relações sexuais. Diante da negativa, segundo a polícia, os acusados passaram a se despir e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica.







