Paulo Cappelli

Polícia expulsa agente condenado por tráfico na Cracolândia de SP

Soldado Geovany Jorge Alves da Silva Júnior perdeu o cargo após processo disciplinar; ele foi preso com maconha e 1,5 mil euros em 2024.

atualizado

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PM agia na região da cracolândia
1 de 1 PM agia na região da cracolândia - Foto: Reprodução

O soldado Geovany Jorge Alves da Silva Júnior, condenado por tráfico de drogas na região da Cracolândia, foi expulso da Polícia Militar de São Paulo após processo administrativo disciplinar. A medida foi oficializada nesta sexta-feira (13/3), em portaria do Comando-Geral da corporação.

Com a decisão, o ex-agente perde o salário e todos os direitos e benefícios do cargo. Ele foi condenado em março de 2024 e, desde então, estava afastado da função. O PM era motorista do comandante do 13º Batalhão da corporação, unidade responsável pelo patrulhamento na região central da capital.

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Rua dos Protestantes, que concentrava o fluxo da Cracolândia
PM atuava na região da cracolândia
Usuários de crack na Rua Helvétia
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Usuários de crack na Rua Helvétia

William Cardoso/Metrópoles
Rua dos Protestantes, que concentrava o fluxo da Cracolândia
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Rua dos Protestantes, que concentrava o fluxo da Cracolândia

William Cardoso/Metrópoles
PM atuava na região da cracolândia
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PM atuava na região da cracolândia

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Geovany foi preso em flagrante com cinco tijolos de maconha e 1,5 mil euros (cerca de R$ 8 mil). Um mês antes, ele havia sido laureado pelo comandante de seu batalhão, o tenente-coronel Armando Luiz Pagoto Filho, por “bons serviços prestados”. Após a prisão do ex-soldado, o comandante foi transferido.

Parte das drogas estava em uma oficina próxima ao batalhão. Outra quantidade foi encontrada em um carro que pertencia ao PM. Na ocasião, ele alegou inocência e recorreu da prisão, sem sucesso. No julgamento, admitiu que conhecia os donos do estabelecimento, mas afirmou que “não tinha relacionamento com eles senão a respeito de carros”.

Na sentença que o afastou, em 2024, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 23ª Vara Criminal do Foro da Barra Funda, decidiu que o ex-agente deveria permanecer preso durante o julgamento dos recursos. Também determinou que o soldado devolvesse o distintivo e as algemas, além da destruição das drogas apreendidas.

Até o momento da publicação desta reportagem, a Polícia Militar de SP não havia se manifestado sobre a expulsão de Geovany.

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