Paulo Cappelli

PM investigado por foto com Oruam relembra agenda com Lula

Em suas redes sociais, o sargento da PM do Rio de Janeiro Clayton Batinga relembrou cerimônia com Lula em Belford Roxo

atualizado

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Oruam Policial vira alvo de processo administrativo após selfie com Oruam
1 de 1 Oruam Policial vira alvo de processo administrativo após selfie com Oruam - Foto: Reprodução

Investigado por tirar uma selfie com o rapper Oruam durante o expediente, o sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) Clayton Batinga decidiu não se manifestar publicamente sobre a abertura de inquérito. Após o episódio, contudo, ele publicou em suas redes sociais a lembrança de uma agenda com o presidente Lula.

Em postagem nesta sexta-feira (7/2), o PM lembrou a inauguração, em 2024, de uma escola construída em homenagem a Arthur, neto de Lula. A cerimônia aconteceu em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, cidade onde Clayton Batinga ocupou o cargo de secretário especial do Centro Integrado de Segurança Pública.

Ele foi cedido à gestão do prefeito Waguinho, do Republicanos, que apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022, mas emplacou Daniela Carneiro, sua esposa, como ministra do Turismo de Lula.

 

“1 ano da inauguração da escola em homenagem a Arthur, neto de Lula”, escreveu Batinga em sua publicação. O vídeo mostrava o corte da fita na entrada da unidade de ensino e o descerramento de um busto do garoto. Batinga exerceu funções na Prefeitura de Belford Roxo até junho de 2024. Ele disputou uma vaga de vereador na cidade, mas acabou ficando como suplente.

Arthur foi vítima de uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, durante o período em que Lula esteve preso em Curitiba.

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Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo
Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo
Evento lembrado por policial foi inaguuração de escola em homenagem a neto de Lula
Prisão do rapper Oruam, um dos filhos de Marcinho VP
Após homenagear o pai preso, Oruam desabafa: "Você já pagou sua pena"
Policial investigado por foto com Oruam postou evento com Lula em Belford Roxo
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Policial investigado por foto com Oruam postou evento com Lula em Belford Roxo

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Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo
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Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo

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Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo
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Policial lembrou evento com Lula em Belford Roxo

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Evento lembrado por policial foi inaguuração de escola em homenagem a neto de Lula
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Evento lembrado por policial foi inaguuração de escola em homenagem a neto de Lula

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Prisão do rapper Oruam, um dos filhos de Marcinho VP
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Prisão do rapper Oruam, um dos filhos de Marcinho VP

Prisão de Oruam ocorreu na Barra da Tijuca
Após homenagear o pai preso, Oruam desabafa: "Você já pagou sua pena"
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Após homenagear o pai preso, Oruam desabafa: "Você já pagou sua pena"

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Comandante da PM "repudiou" selfie de policial com Oruam
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Comandante da PM "repudiou" selfie de policial com Oruam

Divulgação/ PMRJ
Oruam com blusa de seu pai, o traficante Marcinho VP, durante show
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Oruam com blusa de seu pai, o traficante Marcinho VP, durante show

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Oruam
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Oruam

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A vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo, sofreu ataques após propor a lei para proibir shows e artistas que promovam apologia ao crime organizado, uso de drogas ou ao sexo
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A vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo, sofreu ataques após propor a lei para proibir shows e artistas que promovam apologia ao crime organizado, uso de drogas ou ao sexo

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Inquérito administrativo

O sargento Clayton Batinga é alvo de um inquérito administrativo aberto pela Corregedoria da PM do Rio de Janeiro, por ordem do comandante da corporação, o coronel Marcelo Menezes de Nogueira. Ele foi filmado pedindo para tirar uma foto com o rapper Oruam, cujas letras das músicas falam sobre o tráfico de drogas e armas. Ele também defende a libertação do pai, condenado e preso por esquartejar e matar adversários do Comando Vermelho.

O vídeo do militar, fardado, fazendo a selfie com o artista gerou revolta entre colegas de farda. “Determinei a abertura de inquérito policial militar, de cunho interno, a ser realizado pela corregedoria. Não farei julgamento preliminar, mas entendo que não é recomendável associar um órgão policial a um rapper que exalta o fato de ser filho de traficante”, afirmou o comandante da PMRJ.

“Sem prejulgar, vamos promover a oitiva do policial para entender a dinâmica e a circunstância do ato. Vamos apurar respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa. À medida que o policial está fardado, a serviço da segurança do estado, efetivamente, minha visão é que não é desejável essa conduta. Repudio a posição do policial. Ela não representa a posição da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, disse o coronel.

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