Paulo Cappelli

PL Antifacção enfraquece política nacional contra o crime, diz Lindbergh

Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, critica descapitalização da PF apontada no projeto do PL Antifacção relatado por Derrite

atualizado

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Lindbergh Farias
1 de 1 Lindbergh Farias - Foto: Reprodução / Metrópoles

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) disse concordar com as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alegando que o texto do Projeto de Lei Antifacção prejudica as operações da Polícia Federal (PF). Em entrevista ao Metrópoles, o deputado afirmou que o texto apresentado por Guilherme Derrite (PP-SP) promove a descapitalização da PF.

“O ministro Fernando Haddad está corretíssimo. A lógica do nosso projeto era descapitalizar as organizações criminosas. O relatório do Guilherme Derrite descapitaliza a Polícia Federal”, disse Farias.

Segundo Haddad, o projeto aprovado “enfraquece as operações” da PF. “Não apenas asfixia financeiramente a Polícia Federal para os próximos anos, como cria uma série de expedientes frágeis que vão ser utilizados pelos advogados do andar de cima do crime organizado para obter vantagens no Judiciário, que vai ter que respeitar a nova lei se ela for aprovada”, disse o ministro.

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Filho de Lula foi citado nas investigações sobre desvios do INSS
Lindbergh Farias
O secretário de Segurança de SP, Guilherme Derrite
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Filho de Lula foi citado nas investigações sobre desvios do INSS

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Lindbergh Farias destacou as mudanças do texto de Derrite que resultaram na alegada redução da capacidade de atuação da PF. “Eles começaram colocando limitações para a atuação da Polícia Federal. Então, a Polícia Federal não poderia entrar no estado de São Paulo na operação contra o PCC. Não teria havido operação Carbono Oculto, que apreendeu R$ 2 bilhões e prendeu muita gente no andar de cima. Então houve uma grita muito grande da sociedade, nas redes sociais, em defesa da Polícia Federal. O que faz o Derrite? Recua”, criticou.

“Ele [Derrite] retira [da PF] o recurso do Fundo Nacional Antidrogas e joga para os estados. O estado que mais receberia seria São Paulo. Então, enfraquece a política federal nesse aspecto. Enfraquece a receita. E a Polícia Federal ficaria mais na questão da fronteira. Por isso a repartição desse dinheiro precisaria contemplar mais as forças estaduais”, afirmou o líder do PT.

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