Paulo Cappelli

PF diz que Ramagem atuou para blindar Bolsonaro de investigação

PF aponta manobra de Ramagem para evitar desgaste durante eleição e proteger Bolsonaro

atualizado

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Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro
Abin Ramagem e Bolsonaro
1 de 1 Abin Ramagem e Bolsonaro - Foto: Alexandre Ramagem e Jair Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) aponta, em relatório que integra o inquérito sobre a “Abin Paralela”, que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), deputado federal Alexandre Ramagem, teria adotado manobras para ocultar o uso ilegal da ferramenta de espionagem FirstMile e evitar desgaste político ao então presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022.

De acordo com o relatório, cujo sigilo foi retirado nesta quarta-feira (18/6) pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, servidores da Abin ameaçaram revelar o uso da ferramenta FirstMile para monitorar adversários políticos de Bolsonaro, inclusive agentes da própria agência.


Resumo dos fatos

  • A Polícia Federal (PF) aponta que o ex-diretor da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem, teria adotado manobras para ocultar o uso ilegal da ferramenta de espionagem FirstMile.
  • O objetivo era evitar desgaste político ao então presidente Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022.
  • O relatório revela que servidores da Abin ameaçaram expor o uso desvirtuado do FirstMile.
  • Como resposta, Ramagem teria adotado uma manobra para retardar o Processo Administrativo Disciplinar.
  • Essa manobra ocorreu próximo ao prazo para Ramagem se desincompatibilizar e concorrer a deputado federal.
  • A ação visava ganhar tempo para evitar a exposição do caso durante as eleições
  • O episódio ficou conhecido como “chantagem institucional” entre os servidores da agência.
  • O caso não foi exposto durante as eleições, e Ramagem foi eleito deputado federal.

Como resposta, o então diretor-geral teria adotado uma manobra para retardar o processo disciplinar aberto pelos servidores, devolvendo-o à fase de diligências próximo ao prazo para sua desincompatibilização e candidatura a deputado federal.

“O diretor-geral, então, nas proximidades do prazo para se desincompatibilizar e concorrer ao cargo de deputado federal, adotou manobra no PAD [Processo Administrativo Disciplinar] já relatado pela demissão para retorná-lo à fase de diligências, para ganhar tempo e passar as eleições gerais”, sustenta o documento da PF.

A manobra teria como objetivo ganhar tempo e evitar a exposição do caso durante o período eleitoral, protegendo assim a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, que havia indicado Ramagem para o cargo na Abin.

O episódio ganhou o apelido de “chantagem institucional” entre os servidores da agência. Somente em 2023, com a divulgação de um segundo relatório, a ferramenta foi exposta na imprensa, após servidores em vias de demissão denunciarem o caso, o que resultou na instauração do atual inquérito policial.

Não houve exposição do caso durante as eleições, e Ramagem foi eleito deputado federal.

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