
Paulo CappelliColunas

Oposição admite discutir dosimetria após decisão contra Bolsonaro
Diante da prisão preventiva de Bolsonaro, oposição já considera discutir a dosimetria da pena aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro
atualizado
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Após a decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro no sábado (22/11), lideranças da oposição passaram a admitir que a pauta da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro pode avançar – diferentemente da posição adotada anteriormente, quando defendiam apenas uma anistia ampla, geral e irrestrita.
Na manhã desta segunda-feira (24/11), o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade), conversou com o líder da oposição na Câmara, Zucco (PL), que reconheceu a possibilidade de discutir o tema. Paulinho afirmou que a alternativa da anistia está descartada, porque o STF não a aceitará.
Zucco disse, porém, que ainda precisa convencer o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, a apoiar a discussão.
Uma reunião estava marcada para as 14h desta segunda na sede nacional do partido, em Brasília, com a presença do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para tratar da situação de Bolsonaro.
Procurado, Zucco afirmou que, na conversa com Paulinho, disse ao relator que “precisamos pautar o texto e a ideia, neste momento, é destacar o projeto original”. Ele acrescentou que ainda não aderiu à dosimetria. “Não aceitei a dosimetria pois nem vi o texto”, afirmou.
A coluna apurou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está disposto a levar a proposta de dosimetria ao plenário, desde que haja consenso interno entre os partidos de oposição.







