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Paulo Cappelli

O futuro de Tarcísio após acordo de seu partido com PT de Lula

Principal preocupação do PT ao apoiar o Republicanos na presidência da Câmara é o fortalecimento de Tarcísio para eventual disputa com Lula

Repórter de Paulo Cappelli01/11/2024 05:00, atualizado 01/11/2024 08:47
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Presidência da República
Tarcisio e Lula

A principal preocupação do PT ao apoiar Hugo Motta para a presidência da Câmara é o fortalecimento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para uma eventual disputa ao Planalto contra Lula, em 2026. Motta e Tarcísio são do Republicanos, partido presidido pelo deputado federal paulista Marcos Pereira.

Logo após a oficialização do acordo para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL), Marcos Pereira tratou de acalmar os petistas. Nos bastidores, reforçou a aliados que o projeto do seu partido é reeleger Tarcísio de Freitas em São Paulo. Uma disputa contra Lula pela Presidência da República é uma possibilidade remota. Atualmente, o governador não se vê trocando uma reeleição considerada “bem encaminhada” por uma disputa nacional arriscada.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aperta a mão do presidente Lula
Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR
Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa, e o líder Hogo Mota (Republicanos-PB)
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira
Tarcísio de Freitas e Lula durante cerimônia oficial
No mesmo complexo portuário, Lula e Tarcísio lançaram juntos o Túnel Santos-Guarujá, que terá investimento bilionário
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No mesmo complexo portuário, Lula e Tarcísio lançaram juntos o Túnel Santos-Guarujá, que terá investimento bilionário

Presidência da República
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aperta a mão do presidente Lula
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aperta a mão do presidente Lula

Ricardo Stuckert/Divulgação
Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR
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Arthur Lira foi escolhido como relator da proposta de reforma do IR

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa, e o líder Hogo Mota (Republicanos-PB)
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Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa, e o líder Hogo Mota (Republicanos-PB)

Gil Ferreira/Ascom-SRI
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira
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O presidente do Republicanos, Marcos Pereira

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Tarcísio de Freitas e Lula durante cerimônia oficial
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Tarcísio de Freitas e Lula durante cerimônia oficial

Reprodução/ Youtube

Apesar de não descartar totalmente uma disputa de Tarcísio ao Planalto em 2026, lideranças do Republicanos garantem que o funcionamento do Legislativo e a governabilidade de Lula na Câmara não serão afetada por embates eleitorais. Até porque o partido já ocupa um ministério e espera ampliar seu espaço na Esplanada a partir de 2025. Para o governo, essas sinalizações foram suficientes.

Apesar disso, não há falsa esperança de um apoio exclusivo do Republicanos em 2026, uma vez que o partido tem diversos senadores bolsonaristas, além do próprio Tarcísio. A expectativa do Planalto é que o partido retorne o gesto feito pelo PT a Hugo Motta e pelo menos incentive suas lideranças de centro a apoiar a reeleição do presidente Lula.

Tarcísio foi ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro e, após a inelegibilidade do ex-presidente, passou a ser cotado como seu sucessor político. Como governador, ele saiu fortalecido da eleição municipal, sendo o principal cabo eleitoral do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

Outros nomes na direita, porém, são cotados como candidatos à Presidência, como os governadores Ronaldo Caiado (União-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Eles, ao contrário de Tarcísio, estão no segundo mandato e não podem mais ser reeleitos.

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