
Paulo CappelliColunas

Novo aciona Conselho de Ética da Câmara para punir deputada petista
Partido acionou Conselho de Ética e pede perda de mandato ou suspensão de seis meses por episódio ocorrido no plenário
atualizado
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O Partido Novo apresentou representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra a deputada federal Camila Jara (PT), por suposta violação ao decoro parlamentar durante sessão realizada em 9 de dezembro de 2025.
Segundo o documento, a deputada teria agredido fisicamente o secretário-geral da Mesa da Câmara, Lucas Ribeiro Almeida Júnior, ao supostamente empurrá-lo e apontar o dedo em seu rosto, além de proferir ofensas verbais. O episódio teria ocorrido durante uma confusão no plenário após o deputado federal Glauber Braga (PSol) assumir de forma considerada irregular a presidência dos trabalhos e se recusar a repassá-la ao deputado Carlos Veras (PT).
Na representação, o Novo sustenta que a conduta atribuída à parlamentar viola deveres previstos no Código de Ética, como o exercício do mandato com dignidade e o tratamento respeitoso a servidores da Casa. O partido também cita dispositivos que enquadram ofensas físicas ou morais nas dependências da Câmara como atentado ao decoro parlamentar.
O documento menciona ainda um episódio anterior, ocorrido em agosto de 2025, no qual Camila Jara teria se envolvido em agressão contra o deputado Nikolas Ferreira (PL), apontando reincidência de conduta.
O Novo pede ainda que o Conselho de Ética instaure processo disciplinar e aplique a penalidade de perda do mandato ou, alternativamente, a suspensão do exercício do mandato por seis meses, após a instrução do caso e a oitiva das partes e testemunhas.
Posicionamento da deputada
Após a publicação da reportagem, a deputada Camila Jara enviou um posicionamento à coluna no qual afirmou que “o que ocorreu no dia 9 de dezembro foi um tumulto generalizado, com cenas até de violência física”.
“Recebo com indignação a representação do partido Novo no Conselho de Ética. Agi em defesa das jornalistas e deputadas e deputados que vi serem agredidos por policiais legislativos. Sempre pautei minha atuação pelo respeito institucional, pela defesa da democracia e pela valorização dos servidores do Parlamento”, declarou.
A parlamentar disse ainda que “qualquer narrativa que me imputasse condutas violentas ignoraria o contexto dos fatos e, antes disso, os próprios fatos. E seria estória, e não história”.
Por fim, afirmou: “Estou confiante de que os fatos prevalecerão. E seguirei exercendo o mandato com firmeza, focada no interesse público e na defesa da democracia”.