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Paulo Cappelli

Navio de US$ 15 milhões da Marinha aguarda reparo na Europa há 2 meses

Navio Cisne Branco está parado em Portugal desde junho após avaria grave durante viagem para participar de eventos náuticos em 13 países

29/08/2024 05:00, atualizado 29/08/2024 08:45
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Navio Cisne Branco Lisboa

Veleiro da Marinha do Brasil, o navio Cisne Branco aguarda reparos no Porto de Lisboa há mais de 2 meses. A embarcação, uma das mais tradicionais da frota brasileira, atracou em Portugal no dia 11 de junho apresentando uma avaria grave que reduziu sua capacidade de manobras. O Cisne Branco foi contruído na Holanda e custou 15 milhões de dólares à Marinha.

A viagem a Portugal fazia parte da “Comissão Europa 2024”, que reúne eventos náuticos como o Tall Ship Races, Delf Sail e o Hanse Sail e se estende por oito meses. Nesse período, o Cisne Branco representaria a Marinha brasileira em 23 portos de 13 países. A previsão era que fossem percorridas 18,3 mil milhas náuticas (33,9 quilômetros) em 144 dias de mar.

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Avaria no propulsor laterial, ou bow-thruster, é motivo da permanência do Cisne Branco em Lisboa por 2 meses
Registro do Porto de Lisboa diz que o navio Cisne Branco atracou em 11 de junho
Navio Cisne Branco apresentou avaria em propulsor lateral na viagem para Lisboa
Propulsor lateral, ou bow-thruster, auxilia o navio em manobras de atracagem e desatracagem
Na Marinha, o Cisne Branco tem funções diplomáticas
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Na Marinha, o Cisne Branco tem funções diplomáticas

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Avaria no propulsor laterial, ou bow-thruster, é motivo da permanência do Cisne Branco em Lisboa por 2 meses
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Avaria no propulsor laterial, ou bow-thruster, é motivo da permanência do Cisne Branco em Lisboa por 2 meses

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Registro do Porto de Lisboa diz que o navio Cisne Branco atracou em 11 de junho
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Registro do Porto de Lisboa diz que o navio Cisne Branco atracou em 11 de junho

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Navio Cisne Branco apresentou avaria em propulsor lateral na viagem para Lisboa
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Navio Cisne Branco apresentou avaria em propulsor lateral na viagem para Lisboa

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Propulsor lateral, ou bow-thruster, auxilia o navio em manobras de atracagem e desatracagem
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Propulsor lateral, ou bow-thruster, auxilia o navio em manobras de atracagem e desatracagem

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A programação, porém, teria sido interrompida por um defeito apresentado no chamado “bow-thruster”, conhecido como propulsor lateral de proa, durante o trajeto para Lisboa. O equipamento auxilia o navio nas manobras de atracagem e desatracagem. Em contato com a coluna, a Marinha do Brasil alegou se tratar de uma “avaria interna ao hélice”.

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De acordo com a Marinha, antes de seguir para a Europa, o Cisne Branco também passou por uma manutenção em seu sistema hidráulico no porto de Fortaleza (CE). “A Força ressalta que o reparo foi concluído com êxito e não foi recebido nenhum alerta de empresas técnicas relativo ao serviço, estando o ‘Cisne Branco’ em condições normais de operação e apto a proceder com as visitas aos portos previamente programados”, afirma a nota enviada pela Marinha.

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“A MB acrescenta, ainda, que o Navio atualmente encontra-se na Base Naval de Lisboa, onde passa por reparo após sofrer uma avaria interna ao hélice, a qual não possui nenhuma relação com a manutenção anterior no sistema hidráulico”, diz a corporação. Os custos do conserto da avaria no hélice não foram informados. 

De acordo com informações obtidas pela coluna junto ao Porto de Lisboa, a previsão é de que o Cisne Branco permaneça atracado pelo menos até o dia 15 de setembro, mais de 3 meses após sua chegada.

Na quarta-feira (28/8), a Marinha do Brasil oficializou, no Diário Oficial da União, a contratação da empresa Black Bull Logistics S.L. para prestação de “serviços de apoio portuário” durante sua permanência em Portugal, atendendo às necessidades logísticas do Cisne Branco. A contratação vai custar 73,7 mil euros, cerca de R$ 452 mil na cotação atual.

O Cisne Branco foi incorporado à armada em 2000 para as comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. O navio é uma réplica das galeras do século XIX, tem 76 metros de comprimento, 25 velas e viaja a 11 nós. Com uma tripulação de 9 oficiais, 41 marinheiros e 31 aprendizes, a embarcação tem funções diplomáticas, representando a Marinha e o Brasil em eventos náuticos nacionais e internacionais.

Acidente

Em 2021, o Cisne Brano se envolveu em um acidente no Equador. A embarcação se chocou contra uma ponte de pedestres quando passava pelo país depois de participar das comemorações dos 200 anos da Marinha de Guerra do Peru. Na ocasião, o Cisne Branco sofreu avarias nos mastros e as peças tiveram que ser importadas devido às singularidades do navio.

Leia a íntegra da nota da Marinha sobre a avaria no hélice e a permanência no Porto de Lisboa:

“A Marinha do Brasil (MB) informa que o Navio-Veleiro ‘Cisne Branco’ realiza a comissão ‘Europa 2024’ com o propósito de desenvolver a mentalidade marítima brasileira e estreitar históricos laços de amizade com os países visitados. A comissão foi iniciada em 08 de março, com desatracação da Base Naval do Rio de Janeiro, e tem término previsto para o dia 21 de outubro.

A MB esclarece que o navio passou por manutenção corretiva em um sistema hidráulico em Fortaleza-CE, último porto nacional em que esteve atracado. A Força ressalta que o reparo foi concluído com êxito e não foi recebido nenhum alerta de empresas técnicas relativo ao serviço, estando o ‘Cisne Branco’ em condições normais de operação e apto a proceder com as visitas aos portos previamente programados.

A MB acrescenta, ainda, que o Navio atualmente encontra-se na Base Naval de Lisboa, onde passa por reparo após sofrer uma avaria interna ao hélice, a qual não possui nenhuma relação com a manutenção anterior no sistema hidráulico. O reparo tem o objetivo de restabelecer as condições normais de operação e propiciar o retorno à missão programada. Por fim, a Marinha reforça que o Navio e sua tripulação estão em segurança e cumprindo expediente normal de trabalho.”