
Paulo CappelliColunas

Moraes vota por 14 anos de prisão a “patriota” que lançou pó químico
Lukas Matheus invadiu o Congresso, quebrou portas, lançou pó químico no Salão Verde e danificou a Estátua do Anjo nos atos do 8 de Janeiro
atualizado
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O ministro Alexandre de Moraes (STF) votou pela condenação do “patriota” Lukas Matheus de Souza Felipe a 14 anos de prisão pelos crimes atribuídos ao réu durante os atos de 8 de Janeiro. No voto, o magistrado aponta que o jovem integrou a ofensiva que resultou na destruição de estruturas internas da Câmara dos Deputados. A dosimetria proposta pelo magistrado soma 12 anos e 6 meses de reclusão, 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa.
Relator do processo, Moraes afirma que Lukas Matheus “invadiu o Congresso Nacional pela fachada principal, em direção ao Salão Verde” e, em seguida, “golpeou com uma lata de lixo a porta de vidro do corredor que segue para o Salão Verde, conseguindo quebrá-la”. Após a quebra das portas, ele “subtraiu um escudo e um cassetete de agentes da Polícia Legislativa”.
O ministro sustenta que Lukas Matheus acionou um extintor de incêndio e lançou pó químico no interior do prédio. De acordo com o laudo citado na decisão, o réu “acionou o extintor de incêndio no Salão Verde, lançando a substância em direção às obras e dependências”. As imagens periciadas mostram que ele também direcionou o jato “sobre a Estátua do ‘Anjo’, deixando-a encoberta pela substância química”.
O documento registra ainda que o acusado estava no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, antes dos atos. Moraes afirma que o planejamento de parte dos crimes ocorreu no local, “onde foram localizados rádios de transmissão, bolas de gude, faca e artefato explosivo junto a um caminhão-tanque”.
Os demais ministros do STF ainda analisarão o caso, que é submetido ao plenário da Corte.