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Paulo Cappelli

Leilão de arroz: ministro quer “solução caseira” após demissão

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro busca nome dentro da pasta para substituir Neri Geller, que pediu demissão após polêmica

12/06/2024 09:30
Guilherme Martimon/Mapa
Carlos Fávaro ministro da agricultura - Metrópoles

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, procura uma “solução caseira” após o pedido de demissão de Neri Geller, ex-secretário de Política Agrícola da pasta. A proposta é defendida pelo entorno do ministro, que sugere a escolha de um nome que já integre a pasta e detenha a confiança de Fávaro.

Neri Geller deixou o cargo na terça-feira (11/6), em meio à crise provocada pela compra de 263 mil toneladas de arroz importado em um leilão público. Também na terça, o governo Lula decidiu anular o leilão.

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Governo Lula determinou a anulação do leilão de arroz importado
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já repudiou decisão do Carrefour da França
Secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, pediu demissão após polêmica sobre leilão de arroz
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Secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, pediu demissão após polêmica sobre leilão de arroz

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Governo Lula determinou a anulação do leilão de arroz importado
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Governo Lula determinou a anulação do leilão de arroz importado

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já repudiou decisão do Carrefour da França
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já repudiou decisão do Carrefour da França

Guilherme Martimon/Mapa

As dúvidas sobre a legalidade do leilão surgiram após a divulgação, pelo portal Agrolink, de que as empresas de um ex-assessor de Fávaro, sócio do filho de Geller, intermediaram a compra do arroz .

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Para os assessores mais próximos, a escolha interna de um substituto serviria para “blindar” o ministro, evitando uma indicação política que pudesse se aproveitar do momento conturbado para fragilizar Fávaro ainda mais. Esse “núcleo duro” seria formado por servidores que já desenvolvem as pautas do ministério.

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A intenção de Fávaro é voltar a ser lembrado por Lula como o mensageiro de “boas notícias”, como já havia sido mencionado pelo presidente antes da crise gerada pelo leilão de arroz importado.