Paulo Cappelli

Marinha se pronuncia sobre despesa para caixões e traslado de corpos

Licitação da Marinha prevê despesa de até R$ 799,8 mil em caixões funerários, preparação e translado de corpos de militares e servidores

atualizado

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Marinha caixões
1 de 1 Marinha caixões - Foto: Reprodução / Redes sociais

A Marinha do Brasil se pronunciou sobre a despesa de até R$ 799,8 mil para compra de caixões funerários e traslado de corpos de militares ativos e inativos e servidores civis falecidos em serviço. Em contato com a coluna, a corporação afirmou que a assistência funerária está prevista no Estatuto dos Militares e em normas próprias da Marinha.

De acordo com a Marinha, o número de urnas e serviços funerários estabelecido na contratação teve como base uma estimativa administrativa. O estudo técnico elaborado para a licitação, que tem validade de 2 anos, estabelece a compra de 230 urnas funerárias, por demanda, para adultos e crianças.

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Marinha estima demanda de 10 caixões por ano para militares
Marinha prevê compra de 230 caixões para militares da ativa, inativos e servidores civis
Marinha vai contrar serviços funerários para militares da ativa e inativos
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Marinha vai contrar serviços funerários para militares da ativa e inativos

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Marinha estima demanda de 10 caixões por ano para militares
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Marinha estima demanda de 10 caixões por ano para militares

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Marinha prevê compra de 230 caixões para militares da ativa, inativos e servidores civis
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Marinha prevê compra de 230 caixões para militares da ativa, inativos e servidores civis

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“Os militares são amparados pelo Estatuto dos Militares e por normas de assistência próprias da Marinha, que garantem o funeral para si e seus dependentes, constituindo um conjunto de medidas adotadas pelo Estado, quando solicitado, desde o óbito até o sepultamento condigno”, afirma a nota enviada à coluna.

A licitação prevê ainda 10 serviços de reparação e conservação de corpos (tanatopraxia), 10 correções faciais e 10 embalsamamentos. Para o traslado dos corpos, a contratação será feita em quilômetros percorridos em linha reta, sendo 1.000km para transporte regional em área urbana até 50km do centro, 1.000km para transporte regional em área urbana acima de 50km do centro, 1.000km para traslado aéreo em linhas comerciais, considerando o peso do caixão, e 1.000km de traslado aéreo em empresas particulares.

“O valor divulgado não representa gasto efetivo, mas uma previsão máxima baseada em parâmetros técnicos e históricos. Eventual demanda inferior não afasta a necessidade de a Marinha estar permanentemente preparada para apoiar seu efetivo, inclusive em situações atípicas que extrapolam projeções estatísticas”, sustentou a Marinha.

Leia abaixo a nota completa enviada pela corporação:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Brasília – DF.

Em 6 de fevereiro de 2026.

Em relação à matéria intitulada ‘Marinha destina R$ 799 mil para compra de caixões e traslado de corpos’, publicada pelo site Metrópoles, em 5 de fevereiro, a Marinha do Brasil, por meio do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, informa que o processo de contratação mencionado na reportagem refere-se a uma estimativa administrativa para eventual prestação de serviços funerários e de translado de corpos de militares e de seus dependentes.

Ressalte-se que os militares são amparados pelo Estatuto dos Militares e por normas de assistência próprias da Marinha, que garantem o funeral para si e seus dependentes, constituindo um conjunto de medidas adotadas pelo Estado, quando solicitado, desde o óbito até o sepultamento condigno.

A Instituição tem como princípio a permanente preocupação com o seu pessoal, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade, assegurando apoio assistencial, sempre em conformidade com a legislação vigente e com a busca do melhor custo-benefício para a Administração Pública. Trata-se de uma prática administrativa regular, adotada nessas situações, conforme preconizado em lei.

O valor divulgado não representa gasto efetivo, mas uma previsão máxima baseada em parâmetros técnicos e históricos. Eventual demanda inferior não afasta a necessidade de a Marinha estar permanentemente preparada para apoiar seu efetivo, inclusive em situações atípicas que extrapolam projeções estatísticas.

Todo o processo observa rigorosamente os princípios da legalidade, da transparência e da economicidade.

Tais serviços caracterizam-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, aos seus sentimentos, ao interesse social e ao núcleo familiar.”

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