Marielle: Brazão pede liberdade e novos testemunhos sobre milícia
Relator da ação sobre a morte de Marielle Franco no STF, Moraes pautou pedido de transferência de Domingos e liberdade de Chiquinho Brazão

Preso preventivamente desde março sob suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol), Domingos Brazão pediu novamente o testemunho de duas promotoras do Ministério Público do Rio de Janeiro. O recurso foi pautado pelo relator da ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, para votação até o dia 18/11.
As promotoras são Letícia Petriz e Simone Sibílio, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Elas foram arroladas pelas defesas dos irmãos Brazão e do ex-chefe de Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, mas recorreram para não depor. O pedido foi acatado por Moraes setembro e, agora, Domingos pede revisão da decisão do magistrado.
Na ocasião, os advogados das promotoras alegaram que a legislação penal impede o depoimento delas. Ambas foram responsáveis pelas investigações iniciais do caso Marielle no Rio de Janeiro, antes de o caso ser assumido pela Polícia Federal (PF).
Além disso, o magistrado também pautou um novo pedido de liberdade para Domingos. A defesa argumenta que medidas cautelares como o afastamento do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, o recolhimento de passaporte e a proibição de deixar a capital fluminense seriam suficientes para a Justiça garantir qualquer interferência no caso.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO pedido de liberdade de Domingos Brazão já foi negado pelo STF em julho deste ano. Na ocasião, Moraes considerou a “periculosidade social e a gravidade das condutas atribuídas aos réus”. O magistrado também apontou que a Polícia Federal comprovou a presença dos requisitos necessários para a decretação da prisão.

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Ver todasA defesa argumenta que a prisão preventiva é baseada somente na delação do miliciano Ronnie Lessa e ressalta que ela é cumprida em penitenciária federal de segurança máxima em Porto Velho (RO). “A 3.500 km de distância da cidade onde residem o peticionário e familiares”, dizem os advogados.
“Sem mencionar que a prisão do correu Rivaldo (Delegado de Polícia Civil), e a suspensão das funções aos coinvestigados Giniton Lages (Delegado de Polícia Civil), Marco Antônio de Barros Pinto (Comissário da Polícia Civil), além da realização de buscas em diversos endereços reduziu drasticamente a atual necessidade de se tutelar a garantia da instrução”, argumentou a defesa.
No mesmo pedido de revisão de decisão, os advogados pedem a transferência de Domingos porque sua atual cela “requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana”.

















