
Paulo CappelliColunas

Marçal revela “arrependimento” de live com Boulos
Pablo Marçal nega arrependimento por divulgação de laudo falso sobre internação de Boulos e diz que live “não fazia sentido”
atualizado
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Candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024, o empresário Pablo Marçal revelou arrependimento pela live realizada com Guilherme Boulos, então candidato do PSol, no segundo turno da disputa. Em entrevista à coluna, Marçal disse ter convidado também o então candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que rejeitou a proposta.
“Disso eu me arrependo, ter feito live com ele [Boulos]. Porque na verdade não era com ele. Eu abri a live para os dois. Se eu não estou no segundo turno… tanto que aquele outro candidato me atacou, e eu falei: ‘Cara, eu não vou declarar apoio se você não pedir desculpa. Vocês inventaram, me chamaram de PCC, me chamaram de todo tipo de coisa. Para ter meu apoio, tem que pedir desculpas. Pelo menos falar que vocês estavam mentindo’”, disse o empresário.
Eles: ‘Não, nós não vamos’. Orgulho demais. Eu falei. ‘Então eu vou abrir uma live com os dois. Como 1.719.000 pessoas votaram em mim, eu vou abrir a live’. E chamei até de entrevista de emprego. Eu chamei os dois. O Nunes não apareceu e o desesperado [Boulos] apareceu. Disso eu me arrependo, porque não fazia sentido falar com aquele cidadão”, afirmou Marçal.
Laudo falso
Dois dias antes do primeiro turno nas eleições de 2024, Pablo Marçal divulgou um laudo que apontava uma suposta internação de Guilherme Boulos, em 2021, em uma clínica para tratamento de “quadro de surto psicótico grave, delírio persecutório e ideias homicidas”. Uma investigação aberta pela Polícia Federal (PF) apontou que o documento era falso.
À coluna, Marçal negou a responsabilidade pela publicação do laudo em suas redes sociais, mas disse não ter arrependimentos com relação ao caso. “Eu não postei. Nunca vi o laudo. Então, se você fala para mim que eu me arrependo de uma coisa que eu nunca tive nem acesso, então… Agora, se eu soubesse…”, disse o empresário.
“Eu não tenho nenhuma rede social, eu não uso. Eu nem vejo os vídeos que são postados. Na eleição eu estava postando 120 coisas por dia”, afirmou Marçal, ressaltando que participava de uma entrevista ao vivo no momento em que o laudo foi publicado.
“Nunca. Eu estava ao vivo. Estava em um podcast. Como é que esse negócio passou na minha mão? Não passa. Não dá para passar. São 120 postagens por dia. Se eu ficasse só validando as postagens, eu ia ficar só olhando postagem. Eu nem mexo com o Instagram. É um time, sempre foi falado isso. Sempre foi um. E pela infelicidade e empolgação de muita gente, acabou acontecendo o que aconteceu”, disse.





