Paulo Cappelli

“Maior chacina do RJ”, diz presidente de Direitos Humanos da Câmara

Deputado Reimont (PT) criticou operação policial que deixou 64 mortos no Rio nesta terça-feira (28/10)

atualizado

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Câmara dos Deputados
Deputado Reimont
1 de 1 Deputado Reimont - Foto: Câmara dos Deputados

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Reimont (PT-RJ) classificou a operação policial realizada nesta terça-feira (28/10) no Rio de Janeiro como “a maior chacina da história do estado”.

“O Rio de Janeiro inteiro sangra. É inaceitável que operações policiais continuem produzindo morte e medo nas comunidades. O enfrentamento ao crime não pode se transformar em uma política de extermínio, sobretudo contra a população pobre e negra”, afirmou o parlamentar à coluna.

Reimont disse ainda que o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), “falta com a verdade”.

“Não pediu ajuda ao Ministério da Justiça. Não pode brincar com a vida das pessoas em vista de fazer disputas político-eleitorais.”

O deputado defendeu que o Estado adote medidas de segurança baseadas em prevenção e inteligência.

“Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, defendo que o Estado atue com inteligência, prevenção e respeito à vida. Cada operação que termina em tragédia representa um fracasso da segurança pública e um luto para toda a sociedade”, declarou.

Operação contra o CV

A operação desta terça-feira, realizada em comunidades da zona norte da capital fluminense, envolveu cerca de 2,500 agentes das polícias civil e militar. Segundo as forças de segurança, o alvo era o Comando Vermelho (CV), facção que domina áreas dos complexos da Penha e do Alemão.

O balanço oficial aponta 64 mortos, incluindo quatro policiais, além de dezenas de feridos e mais de 80 presos.

Relatos de moradores descrevem barricadas, tiroteios intensos e uso de drones armados por criminosos durante a ação — considerada a mais letal já registrada no estado.

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