
Paulo CappelliColunas

Hacker envolvido com Zambelli pede a Moraes devolução de celular e HDs
Hacker suspeito de participar da invasão do sistema do CNJ com Carla Zambelli não foi indiciado pela Polícia Federal
atualizado
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Suspeito de envolvimento na invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023 – que levou Carla Zambelli à condenação de 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) –, o hacker Thiago Eliezer Martins Santos pediu ao ministro Alexandre de Moraes a devolução de um celular, um notebook e dois HDs apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante as investigações.
Martins alega que não chegou a ser indiciado pela PF por envolvimento na invasão e afirma que as apreensões decorreram de “uma menção inicial e equivocada do nome de Thiago aos fatos investigados, relacionados à invasão de sistemas do CNJ e à falsidade ideológica”.
“É crucial destacar que, após exaustiva investigação, Thiago Eliezer Martins Santos não foi indiciado pela autoridade policial, tampouco denunciado pelo Ministério Público Federal, não se comprovando qualquer envolvimento seu com a prática dos crimes”, afirma a defesa do hacker.
De acordo com relatório da PF, Thiago Martins recebeu as senhas de acesso ao sistema do CNJ de Walter Delgatti – também condenado como um dos responsáveis pela invasão –, mas não tinha conhecimento do caso na época em que o sistema foi violado.
Martins pede a Moraes a restituição de um celular iPhone 13, um notebook e um HD com chip da marca Kingston. Outro HD apreendido pela PF, um Toshiba PC P300 que estava acoplado ao computador, não foi citado pelo hacker no pedido de devolução.





