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Paulo Cappelli

Lula sofre críticas no MDB após “escantear” Tebet em cerimônia

Foto com Lula: segmento do MDB avalia que PT e Planalto buscam capitalizar iniciativas e escantear aliados na hora de colher os louros

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Lula Tebet MDB
1 de 1 Lula Tebet MDB - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A foto que estampa o site oficial da Presidência nesta quarta-feira (17/1), com Simone Tebet e outros emedebistas distantes de Lula, gerou mal-estar em segmentos do MDB durante o lançamento do programa Pé de Meia.

Isso porque a implementação da política pública de incentivo financeiro a alunos de baixa renda foi uma condição imposta por Simone Tebet para apoiar Lula no segundo turno da eleição de 2022. Inspirado em iniciativa do deputado Rafael Brito (MDB) em Alagoas, o programa é uma bandeira do partido.

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Foto que estampa o site da Presidência: emedebistas que defenderam a proposta aparecem à direita
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Foto que estampa o site da Presidência: emedebistas que defenderam a proposta aparecem à direita

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Fábio Vieira/Metrópoles

O Planalto, porém, divulgou uma foto de Lula ladeado pelo ministro Camilo Santana (PT) e pelos deputados Tábata Amaral (PSB), Pedro Uczai (PT) e a senadora Teresa Leitão (PT). Apenas à direita na foto, esboçando um sorriso amarelo, aparecem os emedebistas Simone Tebet, Rafael Brito e Alessandro Vieira.

“É o PT sendo PT. Buscando todo o protagonismo para si e escanteando aliados na hora de colher os louros”, afirmou um emedebista, sob reserva.

O descontentamento de alguns integrantes do MDB se soma a outros três acontecimentos. Um deles é o fato de Lula ter se envolvido diretamente para levar o apoio de Marta Suplicy (PT) a Guilherme Boulos (PSol) na eleição à Prefeitura de São Paulo, contra o atual prefeito, o emedebista Ricardo Nunes.

O segundo episódio envolve a sanção da Reforma Tributária, em novembro. A avaliação de parte do MDB é que, na cerimônia no Congresso Nacional, Lula não deu o devido destaque a Baleia Rossi, presidente nacional do MDB e autor do projeto original que balizou a reforma.

O partido tampouco digeriu o fato de Lula ter buscado vincular o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, aos ataques do 8 de Janeiro. Integrantes da cúpula do partido consideram que, mesmo que o emedebista tenha errado, a fala do presidente foi um ataque desproporcional.

 

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