Paulo Cappelli

Lindbergh aciona PGR e Planalto contra chefe do BC na gestão Bolsonaro

Vice-líder do governo Lula, Lindbergh Farias acionou Procuradoria-Geral da República e Comissão de Ética da Presidência contra Campos Neto

atualizado

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Lindbergh e Campos Neto
1 de 1 Lindbergh e Campos Neto - Foto: Reprodução/ redes sociais

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara, protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de abertura de investigação sobre a conduta do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que comandou a instituição entre 2019 e 2024. Ele foi indicado ao posto por Jair Bolsonaro.

O parlamentar protocolou uma notícia de fato na PGR e na Polícia Federal (PF), além de uma representação na Comissão de Ética Pública da Presidência, alegando que Campos Neto pode ter ignorado alertas do Fundo Garantidor de Crédito e da Febraban sobre a escalada de vendas de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) suspeitos.

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Vice-líder do governo Lula na Câmara, Lindbergh Farias
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KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Vice-líder do governo Lula na Câmara, Lindbergh Farias
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Roberto Campos Neto
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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O parlamentar pretende apurar se o então presidente do Banco Central teve ciência dos riscos relacionados à atuação da instituição financeira e , ainda assim, deixou de agir com “a urgência e a proporcionalidade” exigidas pelo cargo. “Se confirmados os alertas, a controvérsia deixa o terreno da mera falha técnica e passa a envolver possível omissão qualificada, com repercussões penais, administrativas e éticas”, alega Lindbergh.

“Conforme divulgado em reportagem de ampla circulação, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) teriam encaminhado comunicação escrita ao Banco Central alertando sobre o aumento das vendas de CDBs arriscados promovidas pelo Banco Master”, diz trecho do documento protocolado por Lindbergh.

O pedido inclui preservação de provas, acesso a ofícios, e-mails, agendas, atas e registros internos do Banco Central, além da oitiva dos envolvidos. “O que está em jogo é a credibilidade do sistema de supervisão bancária e a responsabilidade de quem ocupava sua chefia máxima diante do maior escândalo do sistema financeiro brasileiro: o Bolsomaster”, afirmou o deputado.

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