Lindbergh aciona PGR e Planalto contra chefe do BC na gestão Bolsonaro
Vice-líder do governo Lula, Lindbergh Farias acionou Procuradoria-Geral da República e Comissão de Ética da Presidência contra Campos Neto

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara, protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de abertura de investigação sobre a conduta do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que comandou a instituição entre 2019 e 2024. Ele foi indicado ao posto por Jair Bolsonaro.
O parlamentar protocolou uma notícia de fato na PGR e na Polícia Federal (PF), além de uma representação na Comissão de Ética Pública da Presidência, alegando que Campos Neto pode ter ignorado alertas do Fundo Garantidor de Crédito e da Febraban sobre a escalada de vendas de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) suspeitos.
O parlamentar pretende apurar se o então presidente do Banco Central teve ciência dos riscos relacionados à atuação da instituição financeira e , ainda assim, deixou de agir com “a urgência e a proporcionalidade” exigidas pelo cargo. “Se confirmados os alertas, a controvérsia deixa o terreno da mera falha técnica e passa a envolver possível omissão qualificada, com repercussões penais, administrativas e éticas”, alega Lindbergh.
“Conforme divulgado em reportagem de ampla circulação, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) teriam encaminhado comunicação escrita ao Banco Central alertando sobre o aumento das vendas de CDBs arriscados promovidas pelo Banco Master”, diz trecho do documento protocolado por Lindbergh.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasO pedido inclui preservação de provas, acesso a ofícios, e-mails, agendas, atas e registros internos do Banco Central, além da oitiva dos envolvidos. “O que está em jogo é a credibilidade do sistema de supervisão bancária e a responsabilidade de quem ocupava sua chefia máxima diante do maior escândalo do sistema financeiro brasileiro: o Bolsomaster”, afirmou o deputado.










