Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Paulo Cappelli

Lindbergh aciona PGR e Planalto contra chefe do BC na gestão Bolsonaro

Vice-líder do governo Lula, Lindbergh Farias acionou Procuradoria-Geral da República e Comissão de Ética da Presidência contra Campos Neto

17/03/2026 16:44, atualizado 17/03/2026 17:37
Compartilhar notícia
Reprodução/ redes sociais
Lindbergh e Campos Neto

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara, protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de abertura de investigação sobre a conduta do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que comandou a instituição entre 2019 e 2024. Ele foi indicado ao posto por Jair Bolsonaro.

O parlamentar protocolou uma notícia de fato na PGR e na Polícia Federal (PF), além de uma representação na Comissão de Ética Pública da Presidência, alegando que Campos Neto pode ter ignorado alertas do Fundo Garantidor de Crédito e da Febraban sobre a escalada de vendas de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) suspeitos.

Lindbergh aciona PGR e Planalto contra chefe do BC na gestão Bolsonaro - destaque galeria
3 imagens
Vice-líder do governo Lula na Câmara, Lindbergh Farias acusa Flávio Bolsonaro de violar sigilo funcional
Roberto Campos Neto, ex-presidente da autarquia, ainda não sinalizou se irá comparecer na CPI
Lindbergh aciona STF após ser acusado de cheirar cocaína no Congresso
1 de 3

Lindbergh aciona STF após ser acusado de cheirar cocaína no Congresso

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Vice-líder do governo Lula na Câmara, Lindbergh Farias acusa Flávio Bolsonaro de violar sigilo funcional
2 de 3

Vice-líder do governo Lula na Câmara, Lindbergh Farias acusa Flávio Bolsonaro de violar sigilo funcional

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Roberto Campos Neto, ex-presidente da autarquia, ainda não sinalizou se irá comparecer na CPI
3 de 3

Roberto Campos Neto, ex-presidente da autarquia, ainda não sinalizou se irá comparecer na CPI

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O parlamentar pretende apurar se o então presidente do Banco Central teve ciência dos riscos relacionados à atuação da instituição financeira e , ainda assim, deixou de agir com “a urgência e a proporcionalidade” exigidas pelo cargo. “Se confirmados os alertas, a controvérsia deixa o terreno da mera falha técnica e passa a envolver possível omissão qualificada, com repercussões penais, administrativas e éticas”, alega Lindbergh.

“Conforme divulgado em reportagem de ampla circulação, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) teriam encaminhado comunicação escrita ao Banco Central alertando sobre o aumento das vendas de CDBs arriscados promovidas pelo Banco Master”, diz trecho do documento protocolado por Lindbergh.

O pedido inclui preservação de provas, acesso a ofícios, e-mails, agendas, atas e registros internos do Banco Central, além da oitiva dos envolvidos. “O que está em jogo é a credibilidade do sistema de supervisão bancária e a responsabilidade de quem ocupava sua chefia máxima diante do maior escândalo do sistema financeiro brasileiro: o Bolsomaster”, afirmou o deputado.

Receba no seu email as notícias da coluna Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters