Paulo Cappelli

Líderes evangélicos vão “dedurar” senadores favoráveis a jogos de azar

Líderes religiosos afirmam que vão divulgar os nomes dos parlamentares que apoiarem o projeto de lei que legaliza jogos de azar no Brasil

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senado Federal
1 de 1 Senado Federal - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Líderes evangélicos ligados ao Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) divulgaram, nesta terça-feira (2/7), uma carta pública contra o projeto de lei que legaliza bingos, cassinos e jogo do bicho no país. No documento, os pastores afirmam que irão expor os nomes dos senadores que votarem a favor da proposta, atualmente em tramitação no Senado Federal.

Na “Carta de Repúdio à Aprovação da Jogatina”, os religiosos listam uma série de argumentos contra a regulamentação dos jogos de azar, como o risco de endividamento das famílias, aumento da criminalidade e impactos negativos sobre a saúde mental da população. Também mencionam a possibilidade de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

“Existe parecer técnico da PF, PGR e Sindifisco contrário à aprovação desse PL”, afirmam os pastores. O texto é assinado por lideranças como Silas Malafaia, Estevam Hernandes, Robson Rodovalho, César Augusto e outros nomes de destaque do meio evangélico.

Segundo os signatários, a carta será encaminhada aos parlamentares e usada para mobilizar fiéis e lideranças religiosas em todo o país.

Lula é favorável ao projeto

O projeto de lei que legaliza os jogos de azar enfrenta resistência ideológica de senadores ligados a pautas conservadoras. A proposta autoriza a instalação de cassinos em polos turísticos e complexos integrados de lazer, além de revogar a lei que criminaliza o jogo do bicho desde 1946.

O projeto conta com apoio do governo, que vê na medida uma potencial fonte de arrecadação. Em junho do ano passado, o presidente Lula declarou que sancionará a proposta caso ela seja aprovada pelo Congresso.

“Sempre achei que o jogo do bicho era o que mais distribuía dinheiro. O cara acorda de manhã e vai apostar. Isso é considerado uma contravenção, proibido. Mas e a jogatina que tem hoje na televisão? No esporte? Criança com celular na mão fazendo aposta o dia inteiro? Quem segura isso?”, disse o presidente na ocasião.

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