Paulo Cappelli

Kassio concede a investigada o direito de faltar à CPMI do 8/1

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques concedeu para Marília Alencar o direito de faltar ou não falar a verdade na CPMI

atualizado

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Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal - Metrópoles
1 de 1 Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro do STF Kassio Nunes Marques concedeu a uma investigada por omissão no 8 de Janeiro o direito de não falar a verdade no depoimento que prestará à CPMI no Congresso Nacional.

A decisão beneficia Marília Ferreira Alencar, subsecretária de Inteligência do Distrito Federal à época das invasões aos Três Poderes. Ela poderá, inclusive, não comparecer à sessão se assim desejar.

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A ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF Marília Ferreira Alencar depõe na CPI dos Atos Antidemocráticos do dia 8 de janeiro, na CLDF
Marília Ferreira Alencar: decisão de Kassio garante a ela o direito de não comparecer à CPMI
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Marília Ferreira Alencar: decisão de Kassio garante a ela o direito de não comparecer à CPMI

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A ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF Marília Ferreira Alencar depõe na CPI dos Atos Antidemocráticos do dia 8 de janeiro, na CLDF
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A ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF Marília Ferreira Alencar depõe na CPI dos Atos Antidemocráticos do dia 8 de janeiro, na CLDF

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“Concedo a ordem de habeas corpus para dispensar a paciente, caso queira, de comparecer perante a CPMI do 8 de Janeiro, em caso de opção pelo comparecimento, garantir-lhe o direito ao silêncio, e não assumir o compromisso de falar a verdade (em razão da condição de investigada e não de testemunha), à assistência de advogado e o de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício desses direitos”, diz trecho da decisão de Kassio obtida pela coluna.

A convocação de Marília já foi aprovada pela CPMI. A expectativa é que ela deponha na próxima terça-feira ( 12/9).

À CPI do DF, em março, Marília Ferreira Alencar avaliou que o setor de inteligência foi bem sucedido:

“Não acho que a inteligência fracassou. As informações circularam. O que se tinha foi recebido e repassado. A ideia de invasão [dos prédios públicos] foi informada. A gente informou. Não foi só a subsecretaria. Várias agências. A inteligência da PM acho que trabalho muito bem, inclusive”, avaliou.

Marília pontuou diversas vezes durante o depoimento que o trabalho de inteligência da secretaria era mais estratégico, sem a ação de campo. “Minha área era fazer o acompanhamento de inteligência, o que fizemos a cada minuto. Sobre os demais, não é minha área, não fico confortável para dizer”, disse.

Segundo ela, no sábado anterior à tentativa de golpe, a subsecretaria enviou várias “frações de inteligência”, documentos com informes momentâneos. “Avisamos sobre ânimos exaltados. Às 12h30 do dia 7, informamos: ‘ânimos exaltados e dispostos a animosidade com forças de segurança’, ‘falas de incitação, como ocupação de prédios públicos, sem liderança específicas’. Em outros momentos, os ânimos estavam pacíficos.”

“Não sou bolsonarista”

Marília Alencar já chefiou a diretoria de inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Questionada na CPI sobre ideologias, Marília negou que tenha filiação partidária ou que seja “bolsonarista”. “Não me considero nada, tenho meu voto, que é secreto. As minhas convicções políticas não interferem no meu trabalho e não estão em questão”, argumentou.

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