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Paulo Cappelli

Hélio Negão cobra Campos Neto após vazamento sobre Bolsonaro

Deputado Hélio Negão cobrou do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, respostas sobre vazamento de informações de Jair Bolsonaro

03/09/2023 05:30, atualizado 03/09/2023 13:08
Michael Melo/Metrópoles
Jair Bolsonaro e Hélio Negão

O deputado Hélio Negão (PL) cobrou do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, respostas sobre o vazamento de informações sigilosas de Bolsonaro.

Amigo pessoal do ex-presidente da República, Hélio Negão quer que o chefe do BC dê “informações detalhadas acerca do vazamento de doações recebidas via Pix por Bolsonaro nos seis primeiros meses de 2023“. O parlamentar enviou um requerimento ao gabinete de Campos Neto.

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“É possível determinar o período em que o referido vazamento ocorreu? É possível determinar se houve alguma relação do referido vazamento com a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras [Coaf] do âmbito do Banco Central do Brasil e a sua vinculação temporária ao Ministério da Fazenda?”, questiona o deputado.

“Quais medidas estão sendo tomadas pelo Banco Central do Brasil para evitar novos vazamentos e a utilização do aparato estatal para exposição de informações sigilosas?”, prosseguiu Hélio Negão.

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Jair Bolsonaro, então presidente da República, aperta a mão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em 2019
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central
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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Jair Bolsonaro, então presidente da República, aperta a mão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em 2019
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Jair Bolsonaro, então presidente da República, aperta a mão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em 2019

Marcos Corrêa/PR

Em julho, a imprensa revelou que o ex-presidente recebeu R$ 17 milhões em doações. O movimento teve início após aliados patrocinarem uma campanha de vaquinha para ajudar Bolsonaro a quitar multas aplicadas pela Prefeitura de São Paulo por descumprimento de regras sanitárias durante a pandemia.

A divulgação da notícia desagradou ao entorno de Bolsonaro, uma vez que expôs o enriquecimento do ex-presidente, que devia cerca de R$ 1 milhão, uma fração perto do total arrecadado com a vaquinha.