Gilmar Mendes nega pedido para soltar coronel preso pelo 8 de Janeiro
Coronel Naime está preso desde o dia 7 de fevereiro; militar foi levado a hospital nesta segunda-feira (4/11) com risco de embolia pulmonar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira (7/12), o segundo pedido de habeas corpus do coronel Jorge Eduardo Naime, ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal. Naime está preso há dez meses, acusado de omissão nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
Na segunda-feira (4/12), o coronel foi levado a um hospital de Brasília com risco de embolia pulmonar.
No pedido de habeas corpus, a defesa de Naime alega que o militar já está preso há 300 dias e cita “o agravamento ‘do quadro de saúde físico e mental”, com necessidade de deixar a cadeia em razão dos “efeitos deletérios que a custódia cautelar vem causando”.

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Ver todasNa análise do pedido, Gilmar Mendes justificou que o recurso é inadmissível por se referir a uma decisão monocrática de outro ministro do STF. No caso em questão, Alexandre de Moraes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesGilmar citou decisões anteriores no mesmo sentido. “Não cabe pedido de habeas corpus originário para o Tribunal Pleno contra ato de ministro ou outro órgão fracionário da Corte”, apontou o ministro.
Em junho, Jorge Eduardo Naime prestou depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, criada pelo Congresso para investigar as invasões às sedes dos Três Poderes.
Na CPMI, Naime negou omissão e apontou um “apagão” dos serviços de inteligência sobre a gravidade da manifestação. O coronel participou da ação da PMDF que tentou conter os manifestantes e chegou a ser ferido por um rojão.








