Paulo Cappelli

Ex-aliado de Dino, governador minimiza falta de convite para casamento

Carlos Brandão diz que ausência em festa de Dino não significa inimizade e relembra apoio dado ao ministro no início da carreira política

atualizado

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Apadrinhado por Flávio Dino, Carlos Brandao (PSB) foi eleito governador em 2022 e quer disputar senado em 2026.
1 de 1 Apadrinhado por Flávio Dino, Carlos Brandao (PSB) foi eleito governador em 2022 e quer disputar senado em 2026. - Foto: Reprodução/Facebook

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), minimizou o fato de não ter sido convidado para o casamento do ministro Flávio Dino (STF), com quem chegou a firmar uma aliança de quase 20 anos. Em entrevista à coluna, nesta terça-feira (29/7), Brandão afirmou que a ausência não significa que ambos sejam inimigos.

“Foi um casamento muito restrito, de poucas pessoas. Então, vi que ele convidou as pessoas mais próximas dele, né? Assim, eu não fui convidado, mas acho que faz parte. Você dá uma festa na sua casa, você convida uns 10 amigos, aí o que não é convidado é seu inimigo? Não é bem assim”, disse.

Brandão, que está rompido com aliados de Dino no Maranhão, afirmou que apoiou o ministro do STF no início da trajetória política e reclamou que políticos próximos ao magistrado querem mais “prestígio” do que podem ter no governo estadual.

“Flávio Dino era juiz federal. Ele sempre gostou da política desde a era acadêmica, do DCE (Diretório Central dos Estudantes). Então, ele demonstrou a vontade de ser deputado federal. Faltavam 15 dias para a convenção, e ele esteve comigo, eu era chefe da Casa Civil [do governo do Maranhão] junto com o governador José Reinaldo. E ele, inclusive, conta isso publicamente”.

“Então, eu fui o único que teve coragem de abrir mão de 50 mil votos das minhas bases eleitorais para ele entrar na política. Foi baseado nisso que ele renunciou ao cargo de juiz federal para ser candidato”, afirmou.

“Fui leal a Dino”

O governador, que foi vice de Dino por dois mandatos, diz que manteve lealdade durante o período em que estiveram juntos no Executivo estadual.

“Sempre fui um vice leal, um vice sem conspirar, um vice ajudando a gestão. E aí, quando ele foi para o Ministério da Justiça [do governo Lula, em 2023], a gente continuou essa boa relação. Só que depois ele foi para o Supremo, tem um grupo ligado a ele, de deputados, que não se conformaram que o governo Flávio Dino acabou.”

“Então, eles, que eram ex-secretários, hoje 3 ou 4 são deputados, queriam ter as mesmas condições anteriores, o mesmo prestígio. Mas isso não é possível, o governo muda, você prestigia, eu sempre prestigiei o grupo mais próximo dele, mas não da maneira que eles queriam”, afirmou.

Na entrevista, Brandão também disse que não abrirá mão do mandato de governador em 2026 para disputar o Senado. A permanência no governo ocorre para evitar que o vice-governador, Felipe Camarão (PT), aliado de Dino, assuma a cadeira às vésperas das eleições.

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