
Paulo CappelliColunas

Eduardo Bolsonaro se vê inelegível e aponta 3 nomes ao Senado por SP
Deputado afirmou em entrevista ao Metrópoles que defende candidaturas alinhadas ao impeachment de ministros do STF em 2026
atualizado
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O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou em entrevista à coluna, nesta terça-feira (5/8), que considera três nomes do espectro político de direita para disputar o Senado em 2026, caso ele próprio não possa se candidatar, cenário que considera provável.
“Se eu não puder me candidatar, e a gente tiver a possibilidade de ter eleições no ano que vem [2026], o que eu acho muito difícil, existem nomes bons na política de espectro mais à direita: tem o deputado estadual Gil Diniz [PL-SP], o secretário [de Segurança Pública de SP] Derrite, o deputado Marco Feliciano [PL-SP]. Mas isso está em aberto. É difícil acreditar que haverá eleições no Brasil com um Moraes forte, pois ele continuará abusando do seu poder e levará o Brasil para o fundo do buraco”, declarou.
Eduardo defendeu que os candidatos da direita estejam comprometidos com o impeachment de ministros do STF:
“É importante ressaltar que a gente não comanda a vontade popular. E tampouco o PL é o único partido de direita. O PL tem se movimentado para crescer mais e ir se depurando para se consagrar como esse partido mais à direita. No entanto, existem outros candidatos de vários partidos que estão comprometidos com essa pauta [do impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes]. Agora, é preciso que o candidato transmita ao eleitor essa confiança e que ele receba esses votos para cumprir.”
Foco no Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro já afirmou considerar possível eleger 43 senadores alinhados a essa agenda — número suficiente para abrir um processo de impeachment contra ministros do Supremo, que exige 41 votos.
Já para aprovar o afastamento de um magistrado da Corte são necessários 54 votos no Senado.





