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Paulo Cappelli

CPMI que mira Judiciário ganha força após Tagliaferro depor no Senado

Oposição coletou assinaturas de 124 deputados e de 18 senadores para o pedido de criação da CPMI que mira STF e TSE

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Saulo Cruz/Agência Senado
ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro.

O depoimento de Eduardo Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, na terça-feira (2/9), impulsionou a articulação política em torno da criação da CPMI da Vaza Toga, que mira sobretudo o STF e o Tribunal Superior Eleitoral.

A oposição reuniu assinaturas de 124 deputados e de 18 senadores em apoio às investigações. Para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, são necessárias assinaturas de 171 deputados e de 27 senadores.

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Fotos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Ex-assessor de Alexandre de Moraes durante o mandato do ministro no TSE, Tagliaferro apresentou documentos que, segundo sua versão, indicam irregularidades em processos que levaram a uma operação contra empresários bolsonaristas em 2022.

Ele também acusa membros do Ministério Público e do gabinete de Moraes, tanto no TSE quanto no STF, de se comunicarem fora do rito em inquéritos que alvejaram políticos e militantes de direita.

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O objetivo da CPMI da Vaza Toga é investigar as alegações de abuso de poder no Judiciário, aprofundando apurações sobre supostos vazamentos de informações e condutas de ministros do STF.