
Paulo CappelliColunas

CPMI do INSS vai investigar fraudes no governo de 4 ex-presidentes
Relator da CPMI do INSS afirma que fraudes tiveram início na década de 1990, mas crimes cometidos nesse período já prescreveram
atualizado
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A CPMI do INSS vai investigar fraudes cometidas nos governos de quatro ex-presidentes. Nesta terça-feira (26/8), a comissão deve receber o plano de trabalho elaborado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Gaspar afirmou que as irregularidades a serem apuradas no INSS ocorreram desde 2015, primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). A investigação também abrangerá os governos de Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e chegará à atual gestão de Lula (PT).
De acordo com o deputado, as fraudes já aconteciam desde a década de 1990. Na avaliação de Gaspar, porém, a prescrição dos crimes tornaria inútil investigar esse período.
“Isso começou a partir de 1994, com os acordos de cooperação técnica. Mas não temos como voltar a esse período por dois fatores. O primeiro é a prescrição: para que gastar tempo e dinheiro investigando algo que não resultará em punição? O segundo é que o volume de dados e a dimensão da investigação inviabilizam retroceder tanto. Por isso, estabeleci no plano de trabalho que a apuração começará em 2015”, explicou o relator.
Na segunda-feira (25/8), durante a reunião de instalação da CPMI, integrantes do governo e da oposição apresentaram requerimentos para a convocação de três ex-ministros da Previdência e de dez ex-presidentes do INSS.
A convocação dos quatro ex-presidentes da República, sugerida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), não está descartada. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI, avalia, no entanto, que esse não é o foco principal.







