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Paulo Cappelli

CPI: Magno Malta pede convocação de Marcola, Marcinho VP e Beira-Mar

Senador quer convocar as lideranças do PCC e CV para depor na CPI do Crime Organizado

05/02/2026 18:37, atualizado 05/02/2026 19:01
Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP
Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP

O senador Magno Malta (PL) protocolou nesta quinta-feira (5/2) três requerimentos para que a CPI do Crime Organizado convoque Marcola, apontado como líder do PCC, Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos ligados ao Comando Vermelho (CV). Segundo o parlamentar, a comissão precisa buscar informações diretamente junto às principais lideranças do crime organizado no país.

No pedido referente a Marcola, Malta afirma que “a CPI tem o dever constitucional de esgotar todas as vias para compreender a real dimensão da ameaça que o crime organizado representa para a segurança nacional” ao defender a oitiva do chefe da facção, que cumpre pena superior a 300 anos na Penitenciária Federal de Brasília.

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Em relação a Marcinho VP, o senador sustenta que o traficante “nunca abdicou da sua posição de liderança do Comando Vermelho” e afirma que seu depoimento pode ajudar a esclarecer os mecanismos da chamada “governança carcerária”. Para ele, o histórico do preso demonstra que, mesmo em unidades de segurança máxima, lideranças continuam exercendo influência sobre as facções.

De acordo com Malta, Marcinho VP “é a personificação viva do fenômeno que se pretende investigar: líderes que, mesmo de trás das grades, seguem ‘dando as cartas’”.

No caso de Fernandinho Beira-Mar, o parlamentar argumenta que decisões judiciais e relatórios oficiais indicam a continuidade de sua atuação como liderança do CV. Ele menciona condenação confirmada pela Justiça Federal em 2025 por lavagem de cerca de R$ 31 milhões, além de investigações que apontaram a transmissão de ordens mesmo durante o cumprimento da pena.

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Segundo Malta, “sua oitiva pode esclarecer aspectos sobre a operação nacional do Comando Vermelho, suas fontes de financiamento, seus métodos de comunicação clandestina, sua relação com crimes patrimoniais e com redes interestaduais e transnacionais”.