
Paulo CappelliColunas

EUA e China contrastam discursos sobre “respeito” nas redes
Postagens das embaixadas dos EUA e da China em Brasília expõem visões distintas sobre “respeito” na governança internacional
atualizado
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Publicações recentes das embaixadas dos EUA e da China no Brasil, na rede social X (antigo Twitter), evidenciam abordagens distintas sobre governança e exercício de poder no cenário internacional.
Na sexta-feira (9/1), a Embaixada dos EUA no Brasil divulgou uma declaração do vice-presidente JD Vance sobre a manutenção da ordem regional. Segundo ele, “uma das formas de estabelecer a paz no seu próprio hemisfério é deixar claro que os Estados Unidos serão respeitados”.
A manifestação associa o conceito de respeito à disposição do país em “retirar o poder de organizações criminosas, como cartéis, e devolvê-lo a governos legítimos”.
Pouco depois, a Embaixada da China publicou uma mensagem inspirada no pensamento de Meng Zi (Mêncio), filósofo chinês do período clássico, apresentando uma leitura distinta sobre a mesma temática.
Sem mencionar diretamente a postagem americana, a diplomacia chinesa afirmou que “o respeito do mundo não se conquista pelo poder das armas”.
A mensagem associa o reconhecimento internacional à integridade das ações e afirma que “aquele que age conforme a justiça granjeia apoios; quem se desvia dela acaba isolado”.



