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Paulo Cappelli

Cid complica dois empresários em delação sobre golpe

Em delação homologada pela Polícia Federal, Mauro Cid citou papel de empresários em plano para evitar a posse de Lula

14/02/2024 18:43, atualizado 15/02/2024 07:09
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Empresários Foto colorida de Luciano Hang de terno verde no Senado - Metrópoles

Em delação homologada pela Polícia Federal, Mauro Cid apontou a participação de empresários em um plano não concretizado para evitar a posse de Lula após o segundo turno.

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro disse que Luciano Hang, dono da Havan, e Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, pressionaram o então presidente Bolsonaro a fazer com que o Ministério da Defesa produzisse um relatório “mais duro” sobre o processo eleitoral de modo a “virar o jogo”. A conversa, segundo Cid detalhou à PF, teria ocorrido em novembro.

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General da reserva trabalhou com Pazuello até março
O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa no governo Bolsonaro
Luciano Hang e Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro e o empresário Meyer Nigri
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Jair Bolsonaro e o empresário Meyer Nigri

Reprodução
General da reserva trabalhou com Pazuello até março
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General da reserva trabalhou com Pazuello até março

Vinícius Schmidt/Metrópoles
O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa no governo Bolsonaro
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O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa no governo Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
Luciano Hang e Jair Bolsonaro
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Luciano Hang e Jair Bolsonaro

Reprodução

A delação do tenente-coronel também complica o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que, segundo Cid, seria um dos parlamentares que teriam se posicionado a favor de um golpe de Estado.

Em 11 de janeiro de 2023, após a posse de Lula, Luciano Hang fez uma postagem desejando sorte ao presidente eleito e repudiando as depredações nas sedes dos Três Poderes.

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O teor da delação referente a Pazuello e aos empresários foi publicado pela revista Veja e confirmado pela coluna.

Em janeiro, o dono da Havan foi condenado a pagar mais de R$ 85 milhões por coagir os empregados a votarem em Bolsonaro na eleição presidencial de 2018. A ação civil foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

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