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Paulo Cappelli

CGU vê risco de colapso em órgão que monitora queimadas e desmatamento

CGU aponta que dependência externa no fornecimento de imagens de satélites pode paralisar ações do INPE contra queimadas

25/05/2025 09:00, atualizado 25/05/2025 09:19
Getty Images/ Lucas Nino
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A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou risco de colpaso no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em relação ao monitoramento de desmatamento no Brasil. Vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o INPE depende imagens de satélite fornecidas por governos estrangeiros e de softwares desenvolvidos por empresas privadas.

As conclusões estão em relatório que avaliou os programas “Queimadas” e “BiomasBR”, voltados ao monitoramento do desmatamento e das queimadas no território nacional.

“Verificou-se que os dois programas analisados, “Queimadas” e “BiomasBR”, dependem de imagens obtidas de governos estrangeiros e também do software MS3, desenvolvido por uma empresa privada, para a geração das imagens de satélite”, aponta o documento.

A CGU considera que essa dependência representa um risco à continuidade dos programas.

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A auditoria também destaca a concentração de conhecimento técnico em um número reduzido de servidores responsáveis pela execução das atividades. Conforme o relatório, a saída desses profissionais poderia comprometer a continuidade dos programas.

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No caso do “Queimadas”, foi identificado apenas um servidor com atribuição direta na operação; já o “BiomasBR” conta com dez servidores.

CGU: falta estrutra ao INPE

O relatório também informa que o INPE constituiu um grupo de trabalho com o objetivo de mitigar os riscos identificados.

Entre os fatores apontados para o atual cenário, a CGU menciona a ausência de lançamentos de novos satélites nacionais, a falta de uma gestão formal de riscos e a inexistência de um controle estruturado para a alocação da força de trabalho.