
Paulo CappelliColunas

Após “fuga”, líder do PT pede prisão de Ramagem ao STF
Lindbergh Farias, líder do PT, pede a prisão e extradição de Ramagem após fuga para os EUA e cobra esclarecimentos da Câmara
atualizado
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Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O parlamentar cumpria medida cautelar com uso de tornozeleira eletrônica e estava proibido de deixar o país por determinação do ministro Alexandre de Moraes, mas estaria morando em um condomínio de luxo na cidade de North Miami, nos Estados Unidos.
“Diante da fuga do delegado Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão no processo da trama golpista, acabo de protocolar duas medidas fundamentais para impedir a sua impunidade. A primeira: uma petição ao STF relatando a fuga para os EUA, o uso de passaporte irregular, a violação das cautelares e o risco concreto à aplicação da lei penal, com pedido de prisão preventiva, inclusão no sistema de difusão do alerta vermelho da Interpol e, após o trânsito em julgado, a extradição para cumprir pena no Brasil”, disse Farias, em suas redes sociais.
“A segunda medida foi dirigida à Mesa da Câmara: pedi esclarecimentos sobre os atos administrativos envolvendo a suposta concessão de licença ‘médica’ e/ou autorização de saída do país, a aparente ausência de publicação no Diário Oficial, informações sobre eventual certificação de presença e possível utilização de celular no exterior para fins de marcar presença e realizar votação irregular à distância, com o objetivo de apurar o que aconteceu”, afirmou o líder do PT.
Farias também comparou a fuga de Ramagem à de Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2022, e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos EUA desde fevereiro e responde a inquérito por coação no curso do processo.
“O que está em jogo é a autoridade das instituições. Um parlamentar condenado por crimes graves contra a democracia não pode fugir para Miami como se nada tivesse acontecido. A lei vale para todos e irá imperar contra o deputado fugitivo que seguiu o exemplo de Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, entre outros”, disse.





