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Paulo Cappelli

Agro e oposição a Lula querem derrubar poder de polícia da Funai

Decreto de Lula que dá poder de polícia à Funai em casos de violações de direitos contra indígenas virou alvo do agronegócio e da oposição

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Planalto, comandado por Lula, estuda se manifestar
1 de 1 Planalto, comandado por Lula, estuda se manifestar - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

A bancada do agronegócio e a oposição se uniram para derrubar o decreto do governo Lula que regulamenta o poder de polícia dado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O Legislativo tem o poder de derrubar normas do Executivo, mediante aprovação de projeto específico pelos deputados e senadores.

Até o momento, lideranças da oposição e do agro apresentaram sete Projetos de Decretos Legislativos para derrubar a norma editada pelo presidente Lula. O deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) é um deles. Vice-líder da oposição e presidente da Comissão de Agricultura, o parlamentar criticou o empoderamento da Funai.

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O deputado Alceu Moreira
Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)
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O deputado Evair Vieira de Melo entrou com pedido de impeachment de Lula na Câmara
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O deputado Evair Vieira de Melo entrou com pedido de impeachment de Lula na Câmara

Agência Câmara
O deputado Alceu Moreira
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O deputado Alceu Moreira

PMDB/Divulgação
Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)
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Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)

Joedson Alves/Agência Brasil
Agro e oposição a Lula querem derrubar poder de polícia da Funai - imagem 4
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Vinícius Schmidt/Metrópoles

“Sob o pretexto de proteção dos direitos indígenas, o governo federal avança com medida autoritária, que usurpa atribuições das forças de segurança pública e impõe restrições draconianas à atividade produtiva, ao direito de propriedade e às liberdades individuais. Este decreto, ao invés de fortalecer a segurança e a harmonia social, semeia a discórdia e abre caminho para a institucionalização de abusos”, justificou Evair.

Outros nomes que compõem a oposição ou a bancada do agro também fizeram PDLs. São eles: Alceu Moreira (MDB-RS), Carlos Jordy (PL-RJ), Rodolfo Nogueira (PL-MS), Lucio Mosquini (MDB-RO), Daniela Reinehr (PL-SC) e Sanderson (PL-RS).

O decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) dá à Funai o poder de polícia para prevenir e dissuadir situações de violação ou mesmo ameaça de violação aos direitos povos indígenas. Esse poder se dá somente em terras indígenas ou em em áreas de restrição, utilizadas para a proteção dessa população.

De acordo com o Decreto, a Funai pode, “em caso de risco iminente aos direitos dos povos indígenas”:

  • Interditar ou restringir o acesso de terceiros a terras indígenas, por prazo determinado e prorrogável;
  • Expedir notificação de medida cautelar a infratores, para lhes cientificar a respeito da infração cometida e estabelecer, se for o caso, prazo para sua cessação ou retirada voluntárias, sob pena da adoção subsequente de medidas administrativas ou judiciais coercitivas;
  • Determinar a retirada compulsória de terceiros das terras indígenas quando houver evidência de prejuízo ou risco iminente para os povos ou para as terras indígenas;
  • Restringir o acesso e o trânsito de terceiros nas terras indígenas e nas áreas em que se constate a presença de indígenas isolados, nos termos do disposto no art. 7º do Decreto nº 1.775, de 8 de janeiro de 1996;
  • Solicitar a colaboração de autoridades de outros órgãos ou de entidades públicas de controle e repressão, respeitadas as respectivas competências legais;
  • Apreender bens ou lacrar instalações de particulares empregados na prática de infração; e
  • Realizar, excepcionalmente, a destruição, a inutilização ou a destinação de bens utilizados na prática de infração.

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