Paulo Cappelli

Acusado pela morte de Marielle alega câncer e pede prisão domiciliar

Acusado de ser intermediário entre os irmãos Brazão e os executores de Marielle, Robson Calixto afirma ter “alta probabilidade” de câncer

atualizado

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Acusado pela morte de Marielle, Robson Calixto
1 de 1 Acusado pela morte de Marielle, Robson Calixto - Foto: Reprodução / YouTube

Preso desde maio de 2024 por suposto envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, Robson Calixto alegou “alta probabilidade” de estar com câncer de próstata para pedir ao ministro Alexandre de Moraes (STF) sua transferência para prisão domiciliar.

Em resposta ao pedido de Calixto, o magistrado determinou que o acusado passe por avaliação de uma junta médica na Unidade Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde está detido, para análise de seu estado de saúde.

Moraes registrou no despacho que a defesa de Robson Calixto Fonseca alega “a existência de alta probabilidade de o réu estar com câncer de próstata” e sustenta que a substituição da prisão preventiva por domiciliar seria “a medida humanitária mais adequada” para a realização da biópsia e a continuidade do tratamento.

Biópsia

A defesa de Calixto também pediu autorização ao ministro para que o acusado, em caso de concessão de prisão domiciliar, possa sair de casa para realizar uma biópsia em uma unidade de saúde da rede privada.

“Caso vossa excelência entenda por não conceder a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária, [a defesa] requer a autorização, em caráter excepcional, para o réu sair da unidade prisional para realizar a biópsia na rede particular de saúde, por ser mais rápida a realização do exame e a divulgação do resultado”, acrescentou a defesa de Calixto.

Ex-policial militar, Robson Calixto é apontado como intermediário entre Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco, e os executores do crime. Ex-assessor de Domingos na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Calixto, conhecido como “Peixe”, cuidava de negócios imobiliários da família e é citado em investigações por suposta ligação com milícias associadas aos irmãos.

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