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Paulo Cappelli

A reação do STF ao projeto para liberar emendas do Congresso

Deputados e senadores esperam liberação de verba após apresentação do projeto que regulamenta o pagamento de emendas, bloqueado pelo Supremo

Augusto Tenório28/10/2024 02:00, atualizado 27/10/2024 23:07
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Rosinei Coutinho/SCO/STF
Imagem colorida do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) - Metrópoles

O Supremo Tribunal Federal reagiu com cautela ao projeto apresentado pelo Congresso para regulamentar o pagamento de emendas parlamentares, bloqueado pela Corte desde agosto. Ministros afirmam que o STF só irá se debruçar sobre a liberação dos pagamentos após a proposta ser aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula. Até lá, a torneira continua fechada.

O projeto foi apresentado pelo relator do Orçamento, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que tenta incorporar os mecanismos de transparência determinados pela Corte.

Os movimentos ocorrem em meio ao avanço de pautas, no Congresso, que buscam limitar poderes da Supremo e facilitar o impeachment de magistrados.

Decisão será de todo o STF

Interlocutores do ministro Flávio Dino, relator do processo que questiona a falta de transparência e os critérios para o pagamento das emendas, avisaram que qualquer decisão não caberá mais unicamente ao magistrado. Foi ele quem decidiu, monocraticamente, interromper os repasses em 16/08.

A decisão, ressaltam aliados do ministro, foi referendada pelo plenário da Corte. Dessa forma, qualquer revisão terá que ser discutida em conjunto com os demais magistrados.

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