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“Ela é doida e vilã”, diz Adriana Esteves sobre Thelma de Amor de Mãe

Atriz comenta o fim da personagem, uma das mais memoráveis da carreira dela, e afirma que gostou do desfecho de Manuela Dias

atualizado 07/04/2021 18:41

Thelma (Adriana Esteves), em Amor de Mãe

Somente nesta fase final de Amor de Mãe, Thelma (Adriana Esteves) matou Jane (Isabel Teixeira), mandou assassinar Camila (Jessica Ellen), sequestrou Lurdes (Regina Casé) e fez todos acharem que ela estava morta, e ainda consegue raptar o próprio neto. Sem dúvida nenhuma, Thelma entrou na galeria de personagens memoráveis da carreira da atriz, que protagonizou cenas muitos densas – algumas que ainda nem foram ao ar.

“O individualismo e o egoísmo dela destroem o próximo e a ela também. Ela se cegou e ficou uma pessoa doente. Ela se torna uma pessoa doente e o filho o tempo inteiro generoso e o oposto disso. Correndo atrás, entendendo e amando ela. Eu aprendi a denunciar o perigo da nossa loucura individualista e egoísta”, diz Adriana.

A atriz afirma que, apesar das maldades da personagem, o público também se comoveu com ela. “O final da Thelma era o que eu esperava e imaginava. Me emocionou muito. Durante os 23 capítulos finais, ela é doida e é vilã, mas também tem uma coerência e uma beleza muito fortes no final. Foi tudo tão inesperado dela durante a novela inteira que eu fiquei inclusive com um pouco de receio e medo de ser algum fim que fosse muito diferente do que eu poderia imaginar, ou que eu pudesse gostar. E o fim que a Manuela escreveu é um que eu esperava para fazer o desfecho de uma história bonita”.

Em entrevista ao podcast Novela das 9, da Globo, Adriana afirma que, de todas as vilanias que Thelma cometeu, ela não se conforma com o fato de a comerciante ter furado as camisinhas de Danilo (Chay Suede). “Assassinar alguém é uma loucura, e assassinar mais de uma pessoa então é loucura em dobro e triplo. Agora, assim, a loucura que me assustou no início da novela e que me rendeu de tirar meu sono, conversar muito com a direção foi furar a camisinha. Furar a camisinha, para mim, é uma coisa que não existe, mas eu tive que entender que numa ficção isso pode existir e vai levar a questionamentos”.

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