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Bia Kicis diz que caso Dark Horse é usado para provocar desgaste eleitoral

Candidata ao Senado afirma que não houve pagamento ou transferência de recurso de emenda citada na investigação e critica adversárias

11/09/2026 18:16
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Metrópoles Entrevista a deputada Bia Kicis - metrópoles

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, afirma que a investigação envolvendo emendas parlamentares destinadas a uma entidade ligada à produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, está sendo usada para produzir desgaste político em pleno período eleitoral.

O nome da parlamentar aparece na apuração conduzida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre possíveis irregularidades no direcionamento de emendas para projetos culturais relacionados à produção. Segundo informações divulgadas no âmbito da investigação, Bia Kicis destinou R$ 150 mil à Academia Nacional de Cultura para um projeto chamado “Heróis Nacionais”. O valor, porém, não chegou a ser executado ou transferido à entidade.

A deputada afirma que a emenda não tinha relação com Dark Horse e que o recurso não foi pago. Bia também sustenta que não é investigada por desvio de dinheiro público e acusa adversárias de tentar associar seu nome a uma suspeita que, segundo ela, não existe.

O caso ganhou dimensão política porque o filme também aparece no centro das investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. São apurações distintas: uma trata da suspeita de uso irregular de emendas parlamentares; outra investiga possíveis recursos ligados a Vorcaro no financiamento da produção.

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INVESTIGAÇÃO E ELEIÇÃO

Bia Kicis afirma que o avanço das apurações não deve ser confundido com prova de culpa e critica o que considera uso político das investigações.

“Investigação não é condenação e muito menos prova de culpa. O que não podemos aceitar é que, mais uma vez, investigações sejam usadas para produzir manchetes, alimentar narrativas e criar desgaste político em pleno período eleitoral. Se há algo a ser apurado, que seja apurado com seriedade, dentro da lei e com respeito ao devido processo legal.”

SIGILO DO BANCO MASTER

Questionada sobre a decisão de Edson Fachin relacionada à divulgação de informações do caso Banco Master e sobre a possibilidade de novos fatos atingirem politicamente o grupo de Bolsonaro durante a campanha, Bia disse não querer antecipar o conteúdo das investigações.

“Com a derrubada do sigilo, temos a oportunidade de conhecer os fatos e separar aquilo que efetivamente existe no processo do que vem sendo explorado politicamente. Não vou especular sobre o que pode aparecer. O que espero é que tudo venha a público, inclusive para que ninguém seja condenado previamente por vazamentos seletivos ou insinuações, como tem acontecido.

A deputada aproveitou para criticar duas de suas adversárias na disputa pelo Senado no DF, Érika Kokay e Leila Barros.

Sobre Érika Kokay, Bia afirmou que a deputada petista estaria utilizando politicamente uma investigação ainda em andamento para atingir Flávio Bolsonaro. Na sequência, citou o governo de Agnelo Queiroz e as investigações relacionadas à reforma do Mané Garrincha como exemplos que, segundo ela, deveriam ser considerados antes de qualquer julgamento político.

“Aliás, basta observar como algumas das minhas adversárias já estão tratando o caso. Érika Kokay tenta usar politicamente uma investigação ainda em andamento para atingir Flávio Bolsonaro, mas parece ter memória seletiva quando o assunto é o próprio PT.”

Bia também criticou Leila Barros e citou a atuação da senadora na CPMI do INSS.

“Enquanto eu cobro rigor, transparência e punição no caso Master, minha adversária Leila Barros ‘faz de conta,’ já que, na CPMI do INSS, trabalhou contra a convocação de Lulinha e do Frei Chico e contra a prorrogação das investigações que nos faria chegar até o embrião do caso Master.”

O NOME DE BIA NA INVESTIGAÇÃO

Questionada sobre por que acredita que seu nome está sendo investigado, mesmo diante da informação de que o valor indicado para o projeto não foi empenhado, Bia foi categórica ao negar qualquer desvio.

“Primeiro, é preciso deixar uma coisa muito clara: eu não sou investigada por desvio de dinheiro público. O próprio ministro Flávio Dino já deixou isso claro. O recurso que indiquei nem sequer foi empenhado. Não houve pagamento, não houve transferência de dinheiro.”

“Como jurista, defendo que todo fato concreto seja investigado, independentemente de quem esteja envolvido. Mas quando oponentes tentam me culpar por desvio de dinheiro público sabendo que é mentira, isso tem nome. É jogo sujo.”